Pacote de R$ 200 milhões e facilitação de crédito
O governo federal lançou nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, um conjunto de medidas para estimular a produção de videogames no país, com a destinação de R$ 200 milhões ao financiamento de desenvolvimento de jogos e de soluções digitais inovadoras. Os recursos serão operados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência pública voltada ao apoio de pesquisa e inovação.
Acesso a linhas de crédito e redução de juros
O pacote prevê também medidas para facilitar o acesso das empresas brasileiras de games a empréstimos. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) apresentará ao comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) uma proposta para reduzir o valor mínimo de empréstimos do fundo de R$ 500 mil para R$ 150 mil, permitindo que companhias que necessitam de quantias menores obtenham financiamento.
Além disso, o governo propõe reduzir a taxa de juros aplicada a esses empréstimos: a cobrança atual de Taxa Referencial (TR) mais 2% ao ano seria alterada para TR mais 0,5% ao ano. A mudança tem por objetivo tornar o crédito mais barato para empresas do setor.
Para 2026, o Fundo Setorial do Audiovisual prevê disponibilizar R$ 460 milhões em crédito voltado à indústria audiovisual, com inclusão explícita do segmento de videogames entre os beneficiados.
Regulamentação e reconhecimento de mecanismos de incentivo
O decreto que institui as medidas reconhece que empresas de games podem acessar mecanismos federais de incentivo à tecnologia, pesquisa, desenvolvimento, inovação e cultura. Caberá à Ancine regulamentar o acesso do setor aos recursos da Lei do Audiovisual e definir critérios para o financiamento de projetos com dinheiro do FSA.
O anúncio foi feito no contexto do início do Tecnogame 2026, realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques, evento que reúne games, tecnologia, cultura geek, cosplay, e-sports, música e o show da banda japonesa Flow. O comunicado também ocorre em meio à disputa do segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O governo ressaltou que as medidas buscam ampliar investimentos e crédito para o setor, sem detalhar cronograma completo de liberação dos recursos.
Com informações de G1




