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sexta-feira, setembro 11, 2026

Governo calcula aumento de até R$ 96,6 bilhões na arrecadação no pior cenário ligado à guerra no Oriente Médio

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou, na sexta-feira (13 de março de 2026), um conjunto de projeções sobre os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira. No chamado cenário “disruptivo” (radical), com preço médio do petróleo em US$ 100 por barril neste ano, o governo estima que a inflação ficaria acima de 4% e a arrecadação federal líquida — já descontadas as transferências a estados e municípios — subiria R$ 96,6 bilhões em 2026.

Causas e canais de impacto

Segundo o ministério, a elevação dos preços do petróleo tem efeito direto sobre receitas públicas por meio do aumento de royalties e participações especiais pagos por empresas de exploração. Além disso, a alta do produto eleva os tributos incidentes sobre o lucro de empresas da cadeia de produção, refino e distribuição (como IRPJ e CSLL). Há ainda efeitos indiretos em outras receitas quando a base tributária se altera em função da valorização da commodity.

Cenários traçados

O documento apresentada três hipóteses sobre o preço médio do barril e seus reflexos:

Choque temporário: preço médio do barril em US$ 73,1 neste ano; impacto de 0,14 ponto percentual na inflação; aumento de US$ 2,5 bilhões no saldo comercial; elevação de R$ 21,4 bilhões na arrecadação.

Choque persistente: preço médio do barril em US$ 82 neste ano; impacto de 0,33 ponto percentual na inflação; aumento de US$ 5,1 bilhões no saldo comercial; elevação de R$ 48,3 bilhões na arrecadação.

Choque disruptivo: preço médio do barril em US$ 100 neste ano; impacto de 0,58 ponto percentual na inflação; aumento de US$ 10,3 bilhões no saldo comercial; elevação de R$ 96,6 bilhões na arrecadação.

Riscos e efeitos não lineares

O ministério ressalta que impactos mais extremos no preço do petróleo não se comportam de forma linear. Situações ainda mais disruptivas elevam a incerteza e a aversão ao risco, o que pode prejudicar o comércio internacional e o crescimento global, conduzindo a um quadro de estagflação e, nesse contexto, afetando negativamente o crescimento do Brasil.

Perspectivas para 2026

Apesar dos choques simulados, o governo considera as perspectivas macroeconômicas para 2026 favoráveis. Nas simulções, a alta do petróleo tende a apoiar a atividade econômica, melhorar a balança comercial e aumentar a arrecadação, sendo que apenas o choque disruptivo geraria alta de inflação mais pronunciada. Assim, a expectativa do ministério é de crescimento “resiliente”, continuação da queda da inflação e cumprimento da meta do resultado primário para 2026.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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