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segunda-feira, outubro 12, 2026

Governo lança teleatendimento do SUS para tratar compulsão por bets

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (3) o início do teleatendimento do SUS voltado a pessoas com compulsão por bets, serviço disponível em todo o país com o objetivo de ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental para quem sofre por causa de apostas eletrônicas. A informação foi divulgada pelo ministro Alexandre Padilha.

O atendimento é gratuito e integra o Sistema Único de Saúde. Podem ser atendidos maiores de 18 anos, além de familiares e membros da rede de apoio. O serviço foi implementado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS.

Inicialmente, a previsão é realizar 600 atendimentos online por mês, com possibilidade de expansão gradual até atingir 100 mil consultas mensais, dependendo da demanda, segundo o ministério. Dados dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) apontam que, nos últimos anos, entre 2 mil e 3 mil pessoas buscaram ajuda presencial relatando problemas relacionados a jogos, conforme destacou o ministro Alexandre Padilha.

Como funciona o teleatendimento

O acompanhamento ocorre por videoconferência, com consultas médias de 45 minutos. O ciclo de cuidado pode incluir até 13 encontros por paciente, realizados de forma individual ou em grupo, com possibilidade de participação da rede de apoio.

A equipe é composta por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de médico psiquiatra quando necessário. O modelo prevê articulação com assistência social e com a equipe de medicina de família, buscando integrar o atendimento aos serviços locais. O serviço é confidencial e afirma garantir a proteção de dados conforme a legislação vigente.

Como acessar

O acesso ao teleatendimento é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, disponível para Android, iOS e em versão web. Após login com conta gov.br, o usuário deve entrar na área de “miniapps” e selecionar a opção relacionada a problemas com jogos de apostas.

No aplicativo, o usuário realiza um autoteste validado no Brasil e baseado em evidências científicas. Caso o resultado indique risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Em situações de risco menor, o sistema orienta procurar a Rede de Atenção Psicossocial, incluindo CAPS e Unidades Básicas de Saúde. O app também oferece conteúdos sobre sinais de alerta, prevenção e impactos das apostas na saúde mental.

A Ouvidoria do SUS disponibiliza orientações por telefone (136), teleatendimento, formulário online, WhatsApp e chatbot no site do Ministério da Saúde.

Capacitação e linha de cuidado

O teleatendimento faz parte da Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas. O ministério divulgou um guia clínico para profissionais da rede pública e, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abriu 20 mil vagas de capacitação para trabalhadores da saúde. Até o momento, 13 mil profissionais se inscreveram e 1,5 mil já concluíram a formação; restam 7 mil vagas, com possibilidade de ampliação.

A intenção é resolver os casos predominantemente por atendimento remoto, encaminhando para acompanhamento presencial na rede pública quando necessário.

Autoexclusão reforça prevenção

Complementar ao teleatendimento, o governo disponibiliza desde dezembro a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, que permite ao apostador solicitar bloqueio em sites de apostas, impedir o uso do CPF para novos cadastros e cessar o envio de publicidade. O solicitante pode escolher bloqueio por dois meses, seis meses ou tempo indeterminado, mediante conta gov.br nível prata ou ouro. Segundo o ministro, mais de 300 mil pessoas já aderiram à ferramenta, com a maioria optando pelo bloqueio sem prazo definido.

O Ministério da Saúde informou que, com a autoexclusão, é possível identificar o cadastro do cidadão no SUS e, se necessário, encaminhá-lo rapidamente para avaliação na rede de saúde.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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