Plano Brasil Soberano destina R$ 13,5 bilhões para socorrer setores impactados
O governo publicou no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 24 de agosto de 2026, uma resolução que autoriza a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito voltadas a empresas prejudicadas pelo aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pelos efeitos de conflitos internacionais.
A alocação foi aprovada pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, pacote de medidas anunciado pelo governo em julho. Do valor total, R$ 5 bilhões serão destinados especificamente a exportadores e a cadeias de fornecimento afetadas pela elevação das alíquotas impostas pelo governo norte-americano.
Outros R$ 3,5 bilhões foram destinados a empresas e fornecedores que negociam com países do Golfo Pérsico, com o objetivo de amenizar os impactos econômicos decorrentes do conflito no Oriente Médio. A divisão dos recursos segue com R$ 2 bilhões para projetos industriais e tecnológicos em etapas de lavra vinculadas ao beneficiamento, refino ou transformação de minerais; mais R$ 2 bilhões focados na produção e fabricação de fertilizantes ou de intermediários para o setor; e R$ 1 bilhão voltado a setores industriais considerados relevantes para a balança comercial brasileira.
Poderão acessar as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, além de seus fornecedores. Também estão abrangidos produtores e exportadores dos setores de agricultura e pecuária e empresas e fornecedores ligados à exportação de recursos minerais.
Os beneficiários poderão aplicar os recursos na compra de máquinas, no reforço do capital de giro, em inovação tecnológica e em outras finalidades previstas nas linhas. A fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão sob responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O BNDES deverá encaminhar relatórios mensais ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, com detalhamento do volume de propostas aprovadas, contratos firmados e valores efetivamente desembolsados.
Com informações de G1




