Os funcionários dos Correios em Minas Gerais decidiram pôr fim à paralisação que se estendeu por 14 dias. A deliberação ocorreu em assembleia na quinta-feira (24), realizada na sequência de uma audiência promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Durante o encontro, o TST avaliou que o movimento grevista não teve caráter abusivo, mas determinou que os dias de paralisação sejam compensados pelos trabalhadores.
Leonan Melo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares de Minas Gerais (Sintect-MG), informou à reportagem que os empregados devem retornar às funções na sexta-feira (25). Segundo ele, a assembleia concluiu pela volta imediata ao trabalho após as definições na instância superior.
A mobilização reivindicava, entre outros pontos, a suspensão das alterações no modelo de custeio do plano de saúde CorreiosSaúde e a garantia das cláusulas de direitos trabalhistas e gratificações previstas no acordo coletivo entre o sindicato e a estatal.
No Estado, a paralisação foi assinada pelo Sintect-MG, com sede em Belo Horizonte; pelo Sintect-JFA, que atua na região da Zona da Mata; e pelo Sintect-Ura, responsável pela representação no Triângulo Mineiro. Apesar da adesão formal das três entidades sindicais, a cobertura do movimento apresentou variações regionais.
Em particular, embora o Sintect-Ura tenha aprovado a greve, não houve confirmação de aderência concreta nas unidades de Uberlândia e Uberaba. Até o fechamento das informações, também não havia dados oficiais sobre possíveis alterações no atendimento ou no calendário de entregas nessas cidades.
A reportagem entrou em contato com o Sintect-Ura em busca de um posicionamento sobre a situação nas unidades do Triângulo Mineiro e aguardava retorno do sindicato.
Com informações de Uberlandianofoco




