Uma greve geral convocada para quarta-feira, 3 de junho, deve provocar impactos nas viagens entre Brasil e Portugal, com reflexos nas operações aéreas já a partir de terça-feira, 2 de junho. O Aeroporto de Lisboa, principal entrada de brasileiros no país, orientou que passageiros verifiquem o estado de seus voos antes de se deslocarem ao terminal.
Aeroporto de Lisboa informou, em comunicado, que devido à paralisação marcada para 3 de junho é recomendável checar a situação do voo junto à companhia aérea antes de seguir ao aeroporto.
Operações das companhias aéreas
A TAP Air Portugal anunciou que, durante o período de serviços mínimos definidos para a greve, operará apenas 79 voos em toda a sua malha no dia 3 de junho, com as demais partidas e chegadas previstas para essa data suspensas. Nas rotas com origem ou destino no Brasil, a empresa manterá 16 voos entre os dias 2 e 3 de junho.
Entre os voos mantidos estão os TP82 e TP88 (Guarulhos-Lisboa) nos dias 2 e 3 de junho; o TP89 (Lisboa-Guarulhos) em 3 de junho; e o TP94 (São Paulo-Porto) em 2 de junho. Do Rio de Janeiro, seguem previstos os TP72 e TP74 (Galeão-Lisboa) em 2 e 3 de junho, e o TP73 (Lisboa-Galeão) em 3 de junho. Também permanecem programados os TP12 (Recife-Lisboa), TP48 (Belém-Lisboa), TP58 (Brasília-Lisboa), TP104 (Belo Horizonte-Lisboa) e TP118 (Porto Alegre-Lisboa).
A TAP orientou que qualquer voo não incluído na lista de serviços mínimos deve ser considerado suspenso.
A Azul comunicou o cancelamento de quatro voos entre Brasil e Portugal por conta da paralisação: AD8750 e AD8900 (Viracopos-Lisboa) previstos para 2 de junho, e os voos de retorno AD8751 e AD8901, programados para 3 de junho. Segundo a empresa, os passageiros afetados estão sendo informados individualmente e procedimentos buscam reduzir os impactos.
Na Latam, o voo LA8146 (Guarulhos-Lisboa), com partida prevista para 2 de junho, aparece indisponível no sistema de vendas, assim como o retorno LA8147 no dia 3; a companhia não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.
Motivação e alcance da paralisação
A greve foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) como protesto contra uma proposta de alteração das leis laborais aprovada pelo Conselho de Ministros e enviada ao Parlamento em maio. Sindicatos afirmam que a reforma pode ampliar contratações temporárias e modificar regras sobre jornada e vínculos, tornando relações de trabalho mais precárias. O governo diz que a proposta visa aumentar a competitividade das empresas e adaptar o mercado de trabalho.
Além do setor aéreo, a paralisação deve afetar serviços de transporte em Portugal, como o Metro de Lisboa, os Comboios de Portugal (CP) e parte da operação da Carris, responsável pelo transporte urbano da capital.
Com informações de G1




