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sexta-feira, setembro 11, 2026

Greve no Banco do Brasil é encerrada em grande parte do país após aprovação de acordo

Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram, na tarde de sexta-feira, 11 de setembro de 2026, a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) pactuada com a direção do banco. A decisão, tomada pela maioria das bases sindicais, deve levar ao fim da greve na maior parte das regiões, embora a paralisação siga ativa nas localidades que mantiveram a rejeição ao acordo.

Segundo a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a proposta recebeu aval em unidades importantes, entre elas Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas. Ao todo, cerca de 18 entidades ainda registraram voto contrário.

O movimento havia sido iniciado na quinta-feira, 10 de setembro, por bases que haviam recusado a oferta do banco durante a primeira rodada de assembleias. Na ocasião, 39 bases haviam aprovado o acordo e outras 60 o rejeitaram, o que motivou a deflagração da greve. Menos de 24 horas após o início das mobilizações, diversas dessas bases refizeram as assembleias e passaram a aprovar a proposta.

Como os sindicatos têm autonomia para decidir individualmente, o término da paralisação ocorre apenas nas bases que aceitaram o ACT. As entidades que concordaram com o texto assinarão o acordo e encerram a greve; as que mantiveram a rejeição permanecem em mobilização e defendem a reabertura das negociações. Entre os locais que seguem em paralisação estão Angra dos Reis e algumas bases na Bahia. A representação dos trabalhadores informou que o resultado ainda não estava totalmente consolidado para as 18 entidades que rejeitaram a proposta e que a tendência é a realização de novas assembleias nos próximos dias.

O acordo aprovado contempla, entre outros pontos, crédito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases, um reconhecimento financeiro de R$ 3.000 referente ao público definido na Campanha de Adimplência 2026, avanços no Plano de Carreira e Remuneração (PCR), ampliação da licença-paternidade para 35 dias, medidas de inclusão e melhorias para pessoas com deficiência, ações afirmativas e o abono da paralisação de 20 de agosto. A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, atribuiu o resultado a um ciclo de negociação marcado pela participação e mobilização dos trabalhadores.

O processo de negociação envolveu dois níveis: a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), negociada com a Fenaban e assinada em 9 de setembro, que vale para a categoria bancária em todo o país (cerca de 414 mil bancários de 171 instituições), e o ACT específico entre o Banco do Brasil e suas bases. A CCT, assinada por 245 entidades, prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC e aumento real de 0,6% ao longo dos próximos dois anos, com reajustes também aplicáveis a benefícios como vale-alimentação, vale-refeição, PLR e auxílios, além de cláusulas sobre saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão e limites ao monitoramento digital.

Em contraste, a greve na Caixa Econômica Federal é nacional desde 10 de setembro, após ampla rejeição à proposta do banco. A Contraf-CUT, por meio da Comissão Executiva dos Empregados, informou que mais de 90% das bases recusaram o texto, citando como um dos pontos centrais o Saúde Caixa. A Caixa afirmou que mantém diálogo aberto, reabriu negociações e advertiu que pode retirar a proposta e recorrer à Justiça por meio de dissídio coletivo caso não haja acordo dentro do prazo; o encerramento das negociações estava previsto para esta sexta-feira.

A partir das aprovações registradas em 11 de setembro, as bases favoráveis ao ACT do Banco do Brasil devem formalizar a assinatura do acordo e encerrar suas paralisações, ao passo que as demais entidades seguem mobilizadas e analisarão os próximos passos institucionalmente.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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