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sexta-feira, outubro 23, 2026

Habilidades socioemocionais são essenciais para formar profissionais preparados para o futuro

Formação integral e competências humanas ganham destaque na educação

Habilidades socioemocionais passam a ocupar posição central na preparação de jovens para o mercado de trabalho, segundo iniciativas educacionais e relatórios internacionais. Em um contexto de rápidas transformações e colaboração ampliada, capacidades como empatia, comunicação e adaptabilidade são apontadas como complementos indispensáveis aos conhecimentos técnicos tradicionais.

Na avaliação de especialistas ligados à educação, o desenvolvimento dessas competências deve começar na escola. Katia Chedid, líder de governança educacional e socioemocional da Fundação Bradesco, afirma que a instituição integra o ensino de competências socioemocionais em todas as etapas da aprendizagem. Segundo ela, projetos, atividades colaborativas e espaços de protagonismo, como o Comitê Estudantil, são usados para fomentar autorregulação, pensamento crítico, empatia e trabalho em equipe. Para a Fundação, essas habilidades não são um acréscimo ao currículo, mas uma condição necessária para a aprendizagem e para a formação de cidadãos aptos a enfrentar desafios da vida e do mercado de trabalho.

Relatórios como o The Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, reforçam essa orientação: empregadores passam a valorizar atributos como resiliência, flexibilidade, liderança, capacidade de influência social e aprendizagem contínua. O documento indica que o profissional do futuro precisará combinar domínio técnico com competências humanas que facilitem colaboração, resolução de problemas e adaptação em ambientes cada vez mais complexos.

Comunicação eficaz e trabalho coletivo são citados como diferenciais em praticamente todas as áreas profissionais. Projetos em equipe exigem escuta ativa, respeito às diferenças e disposição para construir soluções conjuntas; a comunicação ajuda a reduzir conflitos e fortalecer relações no ambiente de trabalho. A inteligência emocional, entendida como a capacidade de reconhecer e gerir emoções, contribui para lidar com pressão, tomar decisões responsáveis e manter relacionamentos saudáveis.

Na prática escolar, medidas como atividades colaborativas, projetos interdisciplinares, debates e práticas de escuta visam promover autonomia e preparo social. Chedid destaca que evidências científicas mostram que o desenvolvimento socioemocional reforça funções executivas — autorregulação, controle de impulsos, flexibilidade cognitiva e resolução de problemas — o que leva estudantes a reagir aos conflitos de maneira mais reflexiva e reduz a probabilidade de escalada para violência, incluindo o bullying.

Com profissões em transformação constante, a combinação entre competências técnicas, cognitivas e socioemocionais amplia as possibilidades de desenvolvimento ao longo da vida e favorece a empregabilidade. A Fundação Bradesco afirma que, por meio de ensino gratuito e de excelência, promove inclusão social e contribui para o desenvolvimento dessas competências entre crianças e jovens.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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