TRANSMISSÃO: Globo
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), encaminhou ao presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) uma carta solicitando o início de negociações para um empréstimo de R$ 4 bilhões destinado a capitalizar o Banco de Brasília (BRB). No documento, o chefe do Executivo local afirma que o objetivo é garantir a continuidade de serviços financeiros essenciais, apoiar políticas públicas e preservar níveis adequados de liquidez e capital da instituição.
O pedido ocorre em meio à crise que atingiu o BRB após uma série de operações malsucedidas envolvendo o Banco Master. Segundo o texto enviado, entre 2024 e 2025 o BRB injetou mais de R$ 16 bilhões na instituição, transações que hoje são alvo de investigações.
Termos preliminares da proposta
A carta inclui um conjunto de “parâmetros preliminares a serem refinados em conjunto” e descreve os principais pontos da proposta: modalidade como operação de suporte financeiro de natureza estrutural e/ou linha de liquidez; valor de R$ 4 bilhões; carência de 1 ano e 6 meses para início dos pagamentos, que seriam semestrais; remuneração atrelada a CDI acrescido de spread, conforme condições definidas pelo FGC; e garantias compostas por participações acionárias em empresas públicas do Distrito Federal (Caesb, BRB e CEB) e pelos nove imóveis públicos indicados no Projeto de Lei nº 2165/2026.
O documento não especifica a duração nem o valor das parcelas semestrais, deixando essas definições para as tratativas com o FGC.
Finalidade do aporte
O governo do Distrito Federal descreve o aporte como de “caráter estruturante” e afirma que os recursos destinam-se a restaurar os limites mínimos exigidos pela legislação brasileira para a solidez dos bancos em operação. Entre os objetivos apontados estão o reforço do Índice de Basileia e da capacidade de expansão da carteira de crédito, a ampliação do financiamento à infraestrutura, à habitação e a micro e pequenas empresas, além do estímulo à atividade econômica local e a possibilidade de geração de dividendos futuros ao controlador, o GDF.
O Palácio do Buriti também informou que está disposto a cooperar com o FGC e a enviar imediatamente documentos para avaliar viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas. Entre os materiais listados estão Plano de Negócios, Plano de Capital, diagnóstico de necessidades, proposta de garantias com mapa de elegibilidade dos ativos e uma minuta de cronograma de implementação e governança de monitoramento.
O texto reconhece que o FGC possui regras próprias para concessão desse tipo de crédito e sinaliza a abertura para ajustes conforme as exigências do fundo.
Com informações de G1




