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sábado, outubro 24, 2026

Ideb 2025: rede pública avança nos anos iniciais, mas desacelera nas demais etapas; rede privada puxa alta nacional

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 registrou avanço impulsionado pela rede privada, enquanto a rede pública alcançou a meta apenas nos anos iniciais do ensino fundamental. Nacionalmente, apenas o ciclo do 1º ao 5º ano superou a meta prevista.

Atualmente, 79,9% das matrículas da educação básica no país estão na rede pública. Segundo o Censo Escolar 2025, a distribuição por etapa era: anos iniciais — 80,6% na pública e 19,4% na privada; anos finais — 82,7% na pública e 17,3% na privada; ensino médio — 85,9% na pública e 14,1% na privada.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, a rede pública apresentou avanço em todas as unidades federativas em comparação a 2023. O indicador subiu de 5,7 em 2023 para 6,1 em 2025, superando a meta estabelecida em 2021, que ainda não foi renovada.

Nos anos finais, a maioria dos estados também registrou melhora de pelo menos 0,1 ponto em relação à edição anterior do Ideb. Rondônia manteve 4,7, sem evolução, enquanto Tocantins caiu 0,1 e ficou com 4,7. De maneira geral, a etapa evoluiu de 4,7 para 5,0.

O ensino médio público teve avanço mais discreto, passando de 4,1 para 4,3 em 2025 — o maior índice desde 2005, mas ainda abaixo da meta de 5,2 definida para 2021. “O avanço nesta etapa é menos expressivo. A matemática entra como um esforço importante de trabalho [nos próximos anos]”, afirmou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante a apresentação dos dados em Brasília, na quarta-feira (5).

O Paraná destacou-se como a rede pública com os melhores resultados nos anos iniciais, anos finais e no ensino médio, além de liderar o indicador de aprendizagem, segundo análise da ONG Todos Pela Educação. “O estado do Paraná é um grande destaque por conseguir o maior Ideb entre as redes públicas de todas as etapas. Observando apenas o indicador de aprendizagem [Saeb], o estado também tem o melhor resultado”, diz o relatório da instituição.

O Ideb combina taxa de aprovação/fluxo escolar (percentual de alunos que não repetiram) e notas do Saeb — prova de português e matemática aplicada aos alunos do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e ao 3º ano do ensino médio. Especialistas ressaltam que reprovação indiscriminada aumenta o risco de abandono e defendem a adoção de sistemas de recuperação de aprendizagem.

Entre os avanços mais expressivos, o Rio Grande do Sul saltou de 3,9 para 4,7, com ganhos na proficiência em matemática (273,70 para 282,88) e em português (281,07 para 291,94). O Piauí também teve forte crescimento no Saeb, elevando-se ao segundo maior Ideb do país nesta etapa. Alagoas e Minas Gerais se destacaram por recuperação consistente tanto no fluxo quanto nas notas do Saeb.

Houve, porém, queda nas médias do Saeb em alguns estados. Amapá apresentou recuo em matemática (254,36 para 253,39) e em português (264,77 para 261,24). O Rio de Janeiro registrou queda em português (258,09 para 254,76) e em matemática (252,19 para 251,53). O Distrito Federal teve redução em matemática (262,61 para 260,63) e em português (268,94 para 268,17) e foi o único ente federativo com redução no Ideb (-0,1). Rondônia também mostrou declínio nas notas de matemática (264,91 para 263,64) e português (268,64 para 268,23).

O Saeb classifica redes em níveis de proficiência. No componente de português, várias unidades estão no nível 2 — entre elas Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rondônia, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Amazonas, Amapá, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, Roraima, Rio de Janeiro e Bahia — em que alunos têm dificuldade para localizar informações em textos mais complexos, identificar finalidades de documentos técnicos, reconhecer temas centrais em textos literários como crônicas e comparar opiniões divergentes sobre um mesmo tema. No nível 3 estão Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Espírito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais, Piauí, Pernambuco e São Paulo — capazes de identificar tema de uma crônica e opiniões divergentes, mas com limitações em leitura de infográficos técnicos, identificação de argumentos específicos e distinção entre fato e opinião.

Em matemática, o nível 2 inclui Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará, Roraima, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Paraíba, Mato Grosso, Sergipe, Alagoas, Distrito Federal, Amazonas, Rio Grande do Norte, Amapá, Bahia, Maranhão e Rio de Janeiro — alunos que reconhecem coordenadas no 1º quadrante e resolvem funções básicas, mas têm dificuldade com funções quadráticas, problemas de proporcionalidade e cálculos percentuais. O nível 3 reúne Paraná, Goiás, Piauí, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Pernambuco, que cumprem as tarefas anteriores, mas em geral não dominam áreas de regiões complexas, sistemas de equações, probabilidades simples e problemas de contagem com princípio multiplicativo.

Os dados apontam avanços em algumas redes e desafios persistentes em aprendizagem e fluxo escolar em outras, com discrepâncias regionais que orientam prioridades para políticas educacionais federais e estaduais.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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