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sábado, outubro 24, 2026

Ideb de 2025 cresce em Santa Catarina e Florianópolis, mas aprendizagem segue como desafio, dizem especialistas

Florianópolis lidera avanço entre capitais; SC melhora em todas as etapas

O Ministério da Educação (MEC) divulgou na quarta-feira (5) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes a 2025. Santa Catarina registrou evolução em todas as etapas da educação básica, e Florianópolis foi a capital brasileira com o maior crescimento do Ideb entre as capitais, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental.

Na rede municipal de Florianópolis, os indicadores mostraram avanço nos anos iniciais e finais do ensino fundamental. A Secretaria Municipal de Educação atribuiu o desempenho ao trabalho de professores e diretores e a ações implementadas ao longo de 2025. “Todo o 5º ano nosso passou a ser tempo integral. Isso é algo significativo que gerou impacto grande. Ampliação de aulas de língua portuguesa e matemática, o material estruturado, a formação de professores olhando para o material e para o novo currículo que foi feito”, declarou o secretário de Educação de Florianópolis, Thiago Peixoto.

Em Santa Catarina, os dados apontaram crescimento em todas as etapas avaliadas pelo Ideb, com o maior avanço proporcional registrado no ensino médio da rede estadual.

Especialistas e representantes do setor educacional, no entanto, alertam que avanços nos índices não eliminam o desafio da aprendizagem. O Ideb combina taxas de aprovação do censo escolar com o desempenho em uma prova aplicada a cada dois anos, com escala que vai de 1 a 10. A nota considera duas componentes: a taxa de aprovação/fluxo escolar — a porcentagem de alunos que não repetiram o ano — e as notas do Saeb, exame de português e matemática realizado por estudantes do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.

“Nos últimos 20 anos, a gente teve que trabalhar em três frentes: no acesso, na trajetória e na proficiência. O Ideb agora, os exames nacionais vão focar na proficiência e toda a estratégia dessa coordenação federativa que o MEC faz com estados e municípios, junto à sociedade civil, vai ter que ser induzida para que a gente melhore a aprendizagem dos estudantes brasileiros”, afirmou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Organizações independentes também chamaram atenção para baixos níveis de aprendizado entre concluintes da educação básica. “Nós hoje temos estudantes concluindo as etapas da educação básica com níveis ainda muito baixos de aprendizagem. Portanto, será fundamental que nos próximos anos a aprendizagem seja colocada no centro das políticas educacionais”, declarou Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais da organização Todos pela Educação. “Isso vai exigir um esforço conjunto dos governos federal, estaduais e municipais, trabalhando com prioridade, com intencionalidade, em regime de colaboração, para garantir a todo brasileiro seu direito à aprendizagem”, complementou.

No ensino médio público, o Ideb do Brasil subiu de 4,1 para 4,3, atingindo o maior patamar desde 2005, mas permanecendo abaixo da meta de 5,2 — que deveria ter sido alcançada em 2021 e ainda não foi atualizada.

Especialistas nacionais e internacionais também ressaltam que a reprovação indiscriminada aumenta o risco de evasão escolar e apontam a necessidade de sistemas de recuperação da aprendizagem para permitir que os estudantes avancem sem lacunas no conhecimento.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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