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O confronto entre Estados Unidos e Irã se agravou em 4 de março de 2026, após um ataque norte-americano atingir um navio de guerra iraniano nas proximidades do Sri Lanka, segundo relatos. A ação, atribuída a um submarino dos EUA, ocorreu enquanto o presidente americano Donald Trump afirmava que os Estados Unidos ofereceriam segurança e escolta naval aos navios que transportam petróleo e gás do Oriente Médio, numa tentativa de conter a elevação dos preços da energia.
A ofensiva aprofundou a paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz, que permanece interrompido pelo quinto dia seguido. A região, crucial para o escoamento de hidrocarbonetos, foi declarada sob controle pelo Irã, informa o governo iraniano, e provocou forte queda nos mercados asiáticos.
Estimativas da Reuters, com base em dados de rastreamento da plataforma MarineTraffic, indicam que ao menos 200 embarcações — entre petroleiros, navios-tanque de gás natural liquefeito e cargueiros — estão atracadas em águas abertas ao largo das costas de grandes exportadores do Golfo, incluindo Iraque, Arábia Saudita e Catar. Centenas de outras embarcações permanecem fora do Estreito, incapazes de chegar aos portos, conforme dados do setor de transporte marítimo.
O Estreito de Ormuz é responsável por aproximadamente um quinto do fornecimento mundial de petróleo e de gás natural liquefeito, o que explica o impacto imediato sobre os mercados e a preocupação entre países exportadores.
Durante a escalada, o navio porta-contêiner Safeen Prestige, registrado em Malta, foi atingido por um projétil enquanto avançava rumo ao extremo norte do Estreito de Ormuz. Fontes do setor marítimo informaram que a tripulação abandonou a embarcação após os danos.
As consequências para a produção e armazenamento de combustíveis já são visíveis: o Catar suspendeu temporariamente sua produção de gás e o Iraque reduziu a produção de petróleo em razão da limitação de espaço para estocagem. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait também enfrentam dificuldades para carregar petroleiros, embora não haja confirmação se esses países cortaram oficialmente a produção.
O episódio acrescenta tensão à região e mantém a navegação comercial e o transporte de energia em situação de incerteza enquanto as partes não sinalizam um recuo imediato.
Com informações de G1




