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domingo, outubro 11, 2026

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios que tentarem atravessar

Teerã diz que rota está bloqueada em retaliação e avisa que atacará embarcações

O governo do Irã informou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, que o Estreito de Ormuz está fechado e advertiu que qualquer navio que tentar transitar pela passagem será alvo de incêndio, segundo relatos da mídia estatal. O comunicado foi divulgado em nome do comandante da Guarda Revolucionária e marca a declaração mais contundente de Teerã desde que, no sábado (28), as autoridades anunciaram o bloqueio da rota.

O aviso foi transmitido por Ebrahim Jabari, descrito como um dos principais assessores do comandante da Guarda Revolucionária. Jabari declarou que, se houver tentativas de circulação pelo estreito, tanto a Guarda quanto a Marinha regular do Irã incendiarão as embarcações envolvidas.

Teerã apresenta a medida como retaliação pela morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Antes da ordem de fechamento, a Guarda Revolucionária lançou um ataque com drones contra um petroleiro que navegava pelo estreito; fontes consultadas pela agência Reuters identificaram a embarcação atingida como Athen Nova.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais para exportação de petróleo, conectando produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Especialistas e analistas de mercado alertam que o bloqueio pode interromper cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e provocar alta acentuada nos preços, com previsões que chegam a US$ 100 por barril.

Além das ações militares, as autoridades iranianas emitiram novas ameaças contra os que consideram responsáveis pela morte de Khamenei, afirmando que esses inimigos não estarão seguros “nem mesmo em casa”, conforme divulgou a mídia estatal. A declaração surgiu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursar em Washington e reiterar confiança na ofensiva norte-americana contra o Irã.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também usou as redes sociais nesta segunda para responsabilizar Estados Unidos e Israel por bombardeios contra uma escola de meninas no sul do país, que deixou 168 mortos no sábado (28), e contra um hospital em Teerã no domingo (1º). Nem Washington nem Tel Aviv assumiram autoria desses ataques. Pezeshkian classificou ataques a hospitais e escolas como violações humanitárias e declarou solidariedade à nação enlutada, afirmando que o Irã não se calará diante dos crimes.

Em Washington, Trump defendeu a ofensiva contra o Irã, disse acreditar que a campanha pode durar “quatro ou cinco semanas ou mais” e descreveu como objetivos a destruição de capacidades de mísseis iranianas, o desmantelamento da Marinha do país e a interrupção de programas nucleares e de financiamento a grupos que os EUA consideram terroristas. Em seu discurso, o presidente americano afirmou que as forças norte-americanas já haviam eliminado parte da liderança iraniana em uma hora e alegou que foram afundados ao menos 10 navios iranianos. As Forças Armadas dos EUA confirmaram até agora quatro mortos entre seus militares; outros 18 soldados foram reportados feridos em estado grave, segundo a CNN Internacional.

As tensões na região seguem elevadas, com implicações diretas para o comércio global de petróleo e para a segurança das rotas marítimas estratégicas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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