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quarta-feira, outubro 28, 2026

Itaú nomeia ex-diretor do Banco Central Diogo Guillen como novo economista-chefe

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (28) a substituição no comando de sua área de pesquisa econômica. Diogo Guillen, que atuou como diretor de Política Econômica do Banco Central do Brasil, será o novo economista-chefe do banco a partir de 1º de julho de 2026, substituindo Mário Mesquita.

Guillen assume o posto após cumprir o período de quarentena exigido. Formado pela PUC-Rio e com doutorado pela Universidade de Princeton, ele ocupou a diretoria de Política Econômica do Banco Central entre 2022 e 2025. Antes de retornar ao setor público, trabalhou na área econômica da asset do Itaú entre 2015 e 2021.

Mário Mesquita deixa a chefia das áreas de Macroeconomia e Research após quase dez anos à frente dessas equipes. O banco informou que Mesquita permanecerá como consultor durante a fase de transição, colaborando nas atividades macroeconômicas enquanto ocorre a adaptação do novo comando. Sócio do Itaú e economista-chefe desde julho de 2016, Mesquita foi responsável por consolidar a equipe de macroeconomia e reestruturar a área de research, elevando a credibilidade das análises do banco junto a clientes e investidores, no Brasil e no exterior, segundo nota da instituição.

Na direção do Banco Central, Guillen teve atuação discreta e técnica, voltada à elaboração de cenários e ao suporte às decisões de política monetária. Indicando pelo então presidente Jair Bolsonaro, ele permaneceu na diretoria até dezembro de 2025, quando seu mandato se encerrou.

Enquanto diretor de Política Econômica, Guillen coordenou estudos sobre inflação, atividade econômica e expectativas de mercado — elementos usados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a taxa Selic. Sua gestão contou com um período de transição da política monetária, que passou do ciclo de alta de juros no pós-pandemia para discussões sobre o início dos cortes na taxa básica. Nesse contexto, a diretoria responsável pela área foi importante na elaboração do cenário-base adotado pelo Banco Central para calibrar o momento e o ritmo das mudanças na Selic.

Guillen foi um dos últimos diretores nomeados durante o governo Bolsonaro. Desde a aprovação da autonomia do Banco Central, em 2021, o presidente e os diretores passaram a ter mandatos fixos de quatro anos, sem possibilidade de substituição antes do término do mandato.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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