Cientistas japoneses enviaram ao espaço nesta terça-feira (20) um foguete H3 que transporta a sonda não tripulada Martian Moons eXploration (MMX), desenvolvida pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA). O lançamento ocorreu no Centro Espacial de Tanegashima, às 4h41 no horário local (16h41 da segunda-feira, no horário de Brasília), e foi transmitido ao vivo pela JAXA.
A missão tem como alvo Fobos, a maior das duas luas naturais de Marte, e poderá, se bem-sucedida, se tornar a primeira operação mundial a trazer amostras desse tipo de corpo celeste para a Terra. A JAXA projeta que a missão dure cerca de cinco anos.
Segundo o planejamento, a MMX deve alcançar as proximidades de Marte aproximadamente um ano após o lançamento. Após essa aproximação, a sonda entrará em uma órbita próxima a Fobos para realizar observações detalhadas do satélite e tentar coletar amostras de sua superfície.
Depois de efetuar a coleta e completar as atividades de observação, a nave iniciará a viagem de retorno à Terra, que está estimada em cerca de um ano. O material recolhido servirá para investigar como as luas marcianas se formaram e o que podem revelar sobre a história de Marte e do Sistema Solar.
Por que estudar as luas de Marte?
A JAXA destaca que, embora Marte compartilhe algumas semelhanças com a Terra, apresenta hoje uma atmosfera muito tênue e um ambiente significativamente mais frio. Pousar no planeta e trazer amostras de volta são desafios técnicos acentuados pela gravidade marciana, motivo pelo qual a missão foca em Fobos, um corpo menor e com maior probabilidade de ter preservado informações primitivas.
A origem de Fobos e Deimos, a segunda lua de Marte, ainda é objeto de debate entre cientistas. Uma hipótese sugere que ambas se formaram a partir de detritos gerados por uma grande colisão entre Marte e outro corpo, com os fragmentos reunindo-se posteriormente. Outra possibilidade é que sejam asteroides capturados pela gravidade marciana, originários de regiões mais distantes do Sistema Solar. A JAXA afirma que as observações da MMX e a análise das amostras poderão ajudar a esclarecer qual cenário se ajusta melhor aos dados obtidos.
A missão segue em andamento conforme o cronograma divulgado pela agência japonesa.
Com informações de G1




