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sexta-feira, outubro 16, 2026

Jornada celebra formatura de mais de 30 mil educandos em áreas de reforma agrária

Cerca de 7 mil educandos participaram neste sábado (28), no Recife (PE), da cerimônia que comemorou a conclusão da Jornada de Alfabetização de Jovens e Adultos, que atendeu mais de 30 mil estudantes em áreas de reforma agrária e em periferias de cidades das regiões Nordeste e Sudeste. A ação integra o Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos, do Ministério da Educação.

O projeto contou com o apoio do Mãos Solidárias e estabeleceu parcerias com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

A cerimônia ocorreu no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão, e reuniu pessoas que relatam mudanças concretas no dia a dia a partir da alfabetização. Geni Otaviano do Santos, acampada no Acampamento São José, em Paulo Afonso (BA), afirmou que antes tinha dificuldade para juntar letras e ler materiais da militância, o que gerava constrangimento; após o curso, ela disse conseguir formar palavras e se sentir mais segura.

Outro participante, José Francisco Maia, de 67 anos, natural do Cabo de Santo Agostinho (PE), descreveu a emoção de finalmente aprender a ler e manifestou interesse em ampliar seus estudos e aproveitar novas oportunidades.

A educanda Iná Cordeiro declarou que a alfabetização possibilitou recuperar um tempo da vida marcado por limitações e frustrações, preenchendo lacunas que havia acumulado ao longo dos anos, conforme relato ao Brasil de Fato.

Profissionais que atuaram nas turmas também observaram transformações. A educadora Natália Teixeira, que trabalhou com grupos no Cabo de Santo Agostinho, considerou o processo um aprendizado coletivo, ressaltando que cada turma representa um ponto de partida para trajetórias distintas e que ela própria aprendeu junto com os educandos.

João Pedro Stedile, da direção nacional do MST, enfatizou a existência de uma dívida histórica do Brasil com trabalhadores analfabetos e defendeu a construção de uma aliança ampla para enfrentar o problema, envolvendo o Estado, universidades e movimentos sociais, como igrejas, sindicatos e o próprio MST.

Além das turmas formadas, o evento marcou o lançamento do Cadastro Único da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), ferramenta federal destinada a mapear a demanda por alfabetização e a ampliar a oferta de turmas da EJA em todo o país.

Ao encerrar as comemorações, organizadores e participantes destacaram a expectativa de que a iniciativa amplie o acesso à educação básica e gere novas oportunidades para as comunidades atendidas.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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