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sábado, outubro 24, 2026

Jovens impulsionam aumento do consumo de livros no Brasil

Leitura cresce entre 18 e 34 anos e movimenta mercado

O consumo de livros entre jovens brasileiros avançou no último ano, com o país registrando milhões de novos compradores, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro. A maior expansão ocorreu na faixa etária de 18 a 34 anos, apontam os levantamentos.

Especialistas e profissionais do setor relacionam a retomada do interesse à influência da internet. Tendências em redes sociais, como o chamado “BookTok” e perfis dedicados à literatura, transformaram obras em conteúdos virais e aproximaram leitores em torno de recomendações e conversas online.

Beatriz Paludetto, criadora de conteúdo literário, observa que essa proximidade criada nas redes faz com que obras que passariam despercebidas em prateleiras sejam descobertas por jovens que se identificam com depoimentos pessoais de outros leitores e, por conta disso, acabam encontrando conforto e identificação na leitura.

Outro indicador do movimento é a adoção de plataformas digitais públicas: a biblioteca digital MEC Livros, recém-lançada, registrou mais de 122 mil empréstimos gratuitos em apenas uma semana, segundo o Ministério da Educação, e o serviço virou tema recorrente nas redes. A coleção disponibilizada pela plataforma conta com 8 mil títulos.

Apesar do crescimento do consumo digital e das interações virtuais, muitos leitores continuam frequentando espaços físicos. Donos e gestores de livrarias relatam que os estabelecimentos são procurados como locais de relaxamento e descoberta, onde se valoriza a experiência sensorial e o encontro entre pessoas.

Luciana Gil, livreira e sócia da livraria Bibla, descreve a aposta em uma experiência completa no ponto de venda — iluminação confortável, música baixa, aroma de café e mobiliário aconchegante — para transformar a loja em um local de encontro que resista à predominância do virtual.

A pesquisa Panorama do Consumo de Livros, também da Câmara Brasileira do Livro, mostra que os brasileiros seguem comprando mais exemplares físicos do que digitais, mas a maior parte das aquisições ocorre por meios eletrônicos. Para a nova geração, o consumo de histórias se dá de forma mais digital, compartilhada e influenciada por comunidades de leitores online.

Beatriz acrescenta que a facilidade de encontrar fandoms e criar conteúdo sobre leituras na internet contribui para tornar a prática menos solitária e mais participativa. Entre os títulos que se tornaram fenômeno de vendas no país está “Quarta Asa”.

A tendência aponta para uma convivência entre formatos e lugares: consumo digital em forte expansão, mas com manutenção da relevância de espaços físicos e da circulação de obras impressas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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