23.6 C
Uberlândia
segunda-feira, outubro 12, 2026

Justiça Eleitoral se torna palco de disputas entre Lula e Flávio no segundo turno

Centro do conflito

A Justiça Eleitoral ganhou papel central na corrida presidencial a partir da madrugada de domingo (11) até a madrugada de segunda (12), quando as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um total de 38 ações. Na prática, isso representou mais de um processo novo por hora ao longo do turno decisivo, com temas que vão desde propaganda eleitoral até publicações em redes sociais e impulsionamento de conteúdo.

Ações da campanha de Flávio Bolsonaro

De acordo com levantamento do R7, a campanha do senador foi responsável por 24 das 38 ações. Entre a meia-noite e 1h30 de segunda-feira, a equipe jurídica de Flávio registrou 11 pedidos. Os alvos incluem o presidente Lula e aliados como o deputado André Janones (Rede) e os petistas Fernando Haddad, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Camilo Santana e Jerônimo Rodrigues, além da deputada estadual de Santa Catarina Carolline Sardá (PSOL).

Nas petições, a defesa de Flávio questiona publicações em redes sociais, conteúdos impulsionados, inserções na televisão e requer direitos de resposta. Nos dias recentes, algumas decisões favoráveis à campanha do senador resultaram na remoção de peças do horário eleitoral e de postagens.

Pedidos da campanha de Lula

A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa a chapa de Lula, ingressou com as 14 ações restantes. Onze delas miram Flávio e o PL; as três demais têm como alvos o coach Pablo Marçal, a coordenadora da agenda econômica de Flávio, Daniella Marques, o senador Rogério Marinho (PL) e a candidata do partido ao governo do Amazonas, Maria do Carmo.

Nove dos processos apresentados pela coligação foram protocolados após a polêmica envolvendo um canal de apoiadores no WhatsApp. Ao comentar o episódio, Lula anunciou que a campanha recorreria ao TSE para “equilibrar esse jogo”.

Reunião no TSE

O encontro ocorre enquanto a Justiça Eleitoral avalia questões relacionadas principalmente à divulgação de conteúdo nas redes sociais.

Polêmica sobre o canal “Exército do Lula”

O grupo Exército do Lula, criado por André Janones para disseminar mensagens de apoio ao candidato e com mais de 3,7 milhões de seguidores, tornou-se foco de contestação. No domingo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal; poucas horas depois, o corregedor do tribunal, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, ordenou sua reativação.

Ao chegar a um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula declarou que desconfiava do comportamento da Corte Eleitoral, afirmou ter percebido decisões tendenciosas contra sua candidatura nos últimos dias e disse que não aceitará “intromissão indevida” da Justiça Eleitoral no pleito.

Perícia técnica do TSE

Após as decisões conflitantes, Nunes Marques requisitou análise ao setor do TSE que combate a desinformação. Os técnicos avaliaram textos e vídeos publicados no canal entre 2 e 11 de outubro de 2026 e não localizaram publicações idênticas ou equivalentes às alegações examinadas, ou seja, o relatório não identificou conteúdos falsos correspondentes às afirmações do processo.

O documento, entretanto, apontou ressalvas: a perícia registrou atuação coordenada na difusão das mensagens ligadas a Janones e uso recorrente de linguagem polarizadora que tende a criar uma lógica de confronto.

A disputa judicial sobre o canal já existia antes da decisão de Nunes Marques. A campanha de Flávio tinha solicitado a cassação do mandato de Janones e a suspensão do grupo. No sábado (10), o corregedor Cuêva pediu informações complementares ao candidato, sem decretar a suspensão. Ao autorizar o retorno do canal no domingo, o corregedor anotou que o pedido da campanha de Flávio para derrubar a decisão chegou à Presidência do TSE em 41 minutos.

Para acompanhar a cobertura das Eleições 2026, a reportagem recomenda seguir os desdobramentos no portal Paranaíba Mais.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também