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quinta-feira, outubro 29, 2026

Kevin Warsh assume presidência do Fed após indicação de Donald Trump

Kevin Warsh, economista indicado pelo presidente Donald Trump, assume a presidência do Federal Reserve (Fed) nesta sexta-feira (21). Com 56 anos, Warsh tem trajetória consolidada no sistema financeiro, no governo dos Estados Unidos e na formulação de política monetária, área responsável pelas decisões sobre as taxas de juros no país.

Nascido em Albany, capital de Nova York, Warsh é formado em políticas públicas pela Universidade de Stanford, com ênfase em economia e estatística. Posteriormente, concluiu o curso de direito em Harvard, onde se especializou na interseção entre direito, economia e regulação. Complementou sua formação com programas em economia de mercado e mercados de capitais na Harvard Business School e no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Sua carreira profissional começou no setor privado, no banco Morgan Stanley, atuando na área de fusões e aquisições, com participação na assessoria a empresas de setores variados e na estruturação de operações de mercado de capitais. Em 2002, deixou o setor privado para integrar a administração do presidente George W. Bush, desempenhando os cargos de assistente especial para política econômica e secretário executivo do Conselho Econômico Nacional, onde assessorava diretamente a presidência em assuntos ligados à economia, mercados financeiros, sistema bancário e seguros.

Em 2006, foi indicado por Bush para o Conselho de Governadores do Fed, tornando-se, aos 35 anos, o mais jovem membro da história da instituição. Durante seu mandato como diretor, representou o banco central no G20, atuou como emissário em economias asiáticas e ocupou a função de governador administrativo, responsável pela gestão interna do Fed.

Warsh desempenhou papel relevante na condução da política monetária durante a crise financeira de 2008 e ganhou destaque por discursos sobre o tema, entre eles “The End of History?” e “The Federal Funds Rate in Extraordinary Times”, nos quais abordou os desafios enfrentados pelo sistema financeiro e pela política de juros naquele período.

Ao deixar o Fed em 2011, passou a atuar na academia e no mercado financeiro. É pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover da Universidade de Stanford e professor na escola de negócios da mesma universidade. No setor privado, é sócio-consultor da gestora Duquesne Family Office, ligada ao investidor Stanley Druckenmiller, e integra conselhos de administração de empresas como United Parcel Service e a varejista Coupang. Também participa de fóruns econômicos internacionais, incluindo o G30, e do painel de consultores econômicos do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.

O anúncio da indicação de Warsh para presidir o Fed foi feito por Trump em janeiro, e a nomeação foi confirmada pelo Senado americano em 13 de maio. Warsh sucede Jerome Powell, cujo mandato terminou em 15 de maio. Durante o atual governo, Powell sofreu críticas do presidente, que defendia cortes mais rápidos nas taxas de juros. Warsh é visto como inclinado a favorecer juros mais baixos e por reduzir a intervenção do Fed na economia, sinalizando uma postura mais cautelosa em relação a estímulos maiores.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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