Presidente faz críticas em fórum de reitores realizado em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (25) que setores da extrema direita buscam silenciar professores e estudantes, além de negar a ciência e censurar manifestações artísticas, por medo de que a educação desperte a consciência popular. A declaração foi proferida durante um fórum que reuniu reitores de universidades brasileiras e de países africanos na capital federal.
O encontro ocorreu no mesmo dia em que se comemora o Dia da África, feriado em vários países daquele continente. Lula relacionou a tentativa de cerceamento às ações de grupos que, segundo ele, não respeitam a autonomia das instituições de ensino superior.
Segundo o presidente, essas forças procuram coibir a diversidade de ideias no ambiente acadêmico e transformar as salas de aula em instrumentos de dominação. Em suas observações, Lula destacou que o pensamento crítico está ligado à luta anticolonial e à superação de práticas discriminatórias, como racismo, misoginia e xenofobia.
O presidente também afirmou que as universidades devem permanecer como pontos de resistência contra os horrores produzidos em conflitos armados e outras formas de violência. Para Lula, a educação é a raiz da formação da consciência social, motivo pelo qual, na visão dele, partidos e movimentos de extrema direita a temem.
O fórum reuniu representantes do corpo reitoral de instituições de ensino superior de países dos dois continentes, em um encontro que abordou temas ligados à autonomia universitária e ao papel das universidades no enfrentamento de desigualdades históricas. O evento em Brasília serviu de palco para as críticas do presidente e para o reforço da defesa das universidades como espaços de pluralidade e resistência.
As declarações de Lula foram feitas no contexto das celebrações do Dia da África e durante debates com educadores sobre os desafios contemporâneos à liberdade acadêmica e à democracia.
Com informações de G1




