Quatro municípios do Triângulo Mineiro — Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba — registraram conjunto de R$ 926,03 milhões em arrecadação de IPVA no ano de 2025. Pela regra constitucional que destina 50% do imposto ao município em que o veículo é licenciado, a fatia municipal desses valores soma aproximadamente R$ 463,02 milhões, segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais.
Distribuição por município
Uberlândia destacou-se como a cidade com maior receita do imposto, com R$ 564,67 milhões arrecadados em 2025, o que representa cerca de R$ 282,34 milhões destinados ao município. Em segundo lugar, Uberaba alcançou R$ 231,88 milhões de arrecadação total, equivalendo a aproximadamente R$ 115,94 milhões para os cofres municipais.
Araguari teve arrecadação de R$ 73,36 milhões, com R$ 36,68 milhões destinados ao município. Ituiutaba registrou R$ 56,12 milhões em IPVA, dos quais cerca de R$ 28,06 milhões correspondem à parcela municipal. No total, os quatro municípios somaram R$ 926,03 milhões arrecadados e R$ 463,02 milhões de parcela municipal.
Debate na campanha ao Governo de Minas
O tema da cobrança do IPVA foi tratado pela chapa formada por Cleitinho Azevedo e pelo vice Luís Eduardo Falcão em entrevista ao Regionalzão. Os candidatos defendem reduzir a alíquota do imposto em Minas para tornar o estado mais competitivo e evitar que proprietários licenciadores registrem veículos em estados vizinhos por diferenças tributárias.
Falcão citou a condição do Triângulo Mineiro em comparação com Goiás como exemplo do fenômeno que, segundo a campanha, ocorre em outras regiões de Minas diante de estados limítrofes. A proposta prevê buscar uma alíquota que estimule o retorno de veículos ao licenciamento em Minas Gerais, com a expectativa de que um aumento da base de contribuintes compense eventual queda na arrecadação.
Compensação aos municípios
A chapa afirmou que não pretende transferir a perda de receita para as prefeituras. Falcão disse que, se houver redução inicial de arrecadação, deve existir compensação aos municípios. Entre as possibilidades mencionadas estão a revisão de benefícios fiscais e o aumento do número de veículos licenciados no estado.
Até o momento, porém, a campanha não detalhou o mecanismo de compensação: não foram apresentados valores, prazos ou quais benefícios fiscais poderiam ser revistos para cobrir eventuais perdas municipais.
Os números de 2025 evidenciam a relevância da questão para as administrações locais: apenas a metade da arrecadação de Uberlândia alcança aproximadamente R$ 282,34 milhões, e em Uberaba são quase R$ 115,94 milhões. O IPVA integra receitas sujeitas a vinculações e regras orçamentárias, o que limita a aplicação livre desses recursos e torna a discussão sobre redução tributária uma pauta que envolve diretamente as prefeituras.
Com informações de Regionalzao




