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domingo, outubro 25, 2026

Mais de 18 milhões de brasileiros convivem com transtornos de ansiedade; especialista destaca importância do acompanhamento psicológico

Mais de 18 milhões de brasileiros sofrem com transtornos de ansiedade, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa global indica que cerca de 4,4% da população mundial apresenta algum tipo de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, síndrome do pânico e ansiedade social.

Embora sejam condições comuns e tratáveis, sobretudo quando identificadas cedo, os transtornos de ansiedade ainda enfrentam estigma que dificulta a procura por atendimento especializado.

Quem e por que

O psicólogo e especialista em Neurociências Paulo Salva ressalta que a ansiedade é uma reação natural do organismo, comparável a emoções como tristeza ou raiva, e que o problema aparece quando a pessoa não encontra maneiras eficazes de lidar com ela. Segundo ele, o mecanismo evolutivo da ansiedade prepara o corpo para ameaças percebidas pelo cérebro; quando essa resposta se torna desproporcional, passa a causar sofrimento e limitações.

Salva aponta que o comportamento de evitar situações por medo do desconforto pode agravar o quadro: o que começou como proteção transforma-se em obstáculo, ampliando a própria ansiedade.

Sintomas

Os sinais podem surgir no corpo, nas emoções e no pensamento. Fisicamente, aparecem taquicardia, tensão muscular, falta de ar, náusea e tremores. Emocionalmente, manifestam-se medo e sensação de sobrecarga. No plano cognitivo, predominam pensamentos acelerados, preocupação constante e antecipação de cenários negativos. O especialista alerta que, em alguns casos, a terapia isolada não basta e pode ser necessária a inclusão de medicação indicada por profissional médico.

Um exemplo prático citado é o contexto social ou acadêmico: pessoas podem evitar levantar dúvidas em sala por medo de julgamento, alimentadas por pensamentos automáticos que as fazem se sentir incapazes ou inadequadas. Essas reações costumam relacionar-se a experiências pregressas de crítica ou constrangimento.

Fatores de risco e cuidados

O estilo de vida contemporâneo também é apontado como fator que intensifica quadros ansiosos. Privação de sono, alimentação desequilibrada, falta de atividade física, consumo excessivo de álcool e uso prolongado de telas contribuem para piora da saúde mental. A sobrecarga de informações e a comparação nas redes sociais aumentam a sensação de inadequação e o estresse.

Diante desse cenário, Paulo Elias reforça a necessidade de tratar a saúde mental com a mesma prioridade da saúde física. Ele recomenda alimentação balanceada, prática regular de exercícios e uma rotina de sono adequada, com média de 7 a 9 horas por noite, como medidas importantes para reduzir ansiedade e estresse.

Tratamento

Buscar ajuda profissional é apontado como passo decisivo. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é citada como uma das abordagens mais eficazes no tratamento da ansiedade, trabalhando pensamentos, emoções e comportamentos para ensinar estratégias de enfrentamento gradual, em vez de eliminar a emoção. Técnicas como mindfulness, relaxamento muscular e reestruturação cognitiva também compõem o tratamento, com o objetivo de promover uma relação mais saudável com as próprias emoções.

Paulo Salva é formado em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu – São Paulo – SP. Acesse @paulosalvapsi

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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