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sábado, outubro 24, 2026

Menino mexicano de 10 anos com QI de 162 diz querer combinar ciência e negócios; foi selecionado pela Nasa

Quem: Edgar David Camacho Flores, conhecido nas redes como “David da Vinci”, de 10 anos, natural de Querétaro, México.

O que: David tem quociente de inteligência (QI) aferido em 162, acima dos 130 pontos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) define como limite mínimo para classificar alguém com altas habilidades ou superdotação. Apesar do resultado, o menino rejeita rótulos grandiosos e diz estar no início da trajetória.

Quando e onde: A trajetória e atividades citadas ocorreram até 2026; David estuda por meio de uma escola internacional online e foi selecionado para um programa de treinamento na sede da Nasa, em Houston, no Texas, Estados Unidos.

Como: Em entrevista à BBC News Mundo, David relatou que participou de simulações de voo, treinamentos espaciais e experimentou sensação de gravidade reduzida durante a visita à Nasa. Ele também tem atuado como palestrante em universidades e órgãos internacionais e está prestes a publicar um livro.

Por quê/aspirações: Inspirado por Leonardo da Vinci — cujo nome e polimatia o influenciaram a adotar o apelido nas redes sociais —, David afirma que deseja combinar ciências, negócios e ciências humanas no futuro. Entre seus projetos, pretende desenvolver tecnologias relacionadas ao espaço, mencionando a ambição de realizar uma cirurgia orbital e de criar uma empresa no molde da SpaceX.

Além das atividades científicas e acadêmicas, David descreve interesse por empreendedorismo e projetos sociais. Ele está desenvolvendo o aplicativo Macayos, que define como a primeira plataforma digital mexicana com inteligência artificial voltada a ensinar crianças, de forma lúdica, competências para gerir emoções; o lançamento está previsto para este ano.

Filho de Claudia Flores, David mostrou sinais precoces de aprendizagem acelerada: a mãe recorda que ele conhecia dezenas de cantigas infantis durante uma longa viagem e, na escola, depois de pouco tempo, pedia para ser transferido para turmas mais avançadas. Durante as aulas remotas na pandemia, a mãe percebeu a rapidez com que ele assimilava conteúdos e buscou orientação especializada até obter o diagnóstico de altas habilidades.

David relata que enfrentou episódios de bullying na escola por saber mais que os colegas, experiência que o motivou a criar ferramentas de apoio emocional para crianças. Ele pede empatia de quem age com exclusão e destaca que, apesar das relações frequentes com adultos, continua a realizar brincadeiras típicas da infância, como montar blocos e ir ao parque.

Especialistas e instituições mencionadas no relato apontam para um subdiagnóstico amplo: o Centro de Atenção ao Talento do México (Cedat) estima que haja cerca de um milhão de crianças superdotadas no país, das quais 93% teriam recebido diagnóstico inadequado. No Brasil, a Mensa — fundada em 1946 no Reino Unido — calcula que aproximadamente 4 milhões de pessoas (adultas e crianças) têm QI acima de 130.

David fala vários idiomas — espanhol, inglês, francês e alemão — e estuda outros como russo, português e italiano. Ele afirma sentir orgulho do QI alto e pretende empregar suas capacidades em benefício de crianças e do bem-estar humano, preservando, porém, a visão de que ainda está em desenvolvimento e precisa aprender.

Claudia Flores descreve os desafios de educar um filho com perfil acelerado: enquanto vê Edgar David como uma criança tranquila, confessa que a versão pública “David da Vinci” traz demanda por acompanhamento mais intenso. Ela ilustra a vivacidade do filho com humor, lembrando que, se ela diz que ele tem “dois esquilos na cabeça”, ele responde que, na verdade, carrega “um computador quântico”.

O menino segue estudando em sistema internacional on-line para obter certificação que lhe permita ingresso universitário e continua a participar de atividades públicas e projetos voltados à educação e à saúde emocional infantil.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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