O mercado do boi gordo apresentou recuperação em maio, impulsionado pela expectativa de maior consumo de carne bovina durante a Copa do Mundo e pelo desempenho expressivo das exportações. Esses fatores elevaram o interesse dos frigoríficos nas negociações e sinalizaram um quadro mais ativo para o setor no mês.
Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, afirmou que os frigoríficos demonstram otimismo em relação à retomada do consumo interno, principalmente nas primeiras semanas de junho, período ligado ao evento esportivo nos Estados Unidos que tende a elevar a procura por proteínas.
Impacto das exportações e comportamento do mercado
O fluxo de vendas ao exterior também tem peso significativo na dinâmica atual. As remessas para a China estão no radar do setor, que monitora a possibilidade de as cotas de exportação se esgotarem entre junho e julho. Até o momento, não houve avanço nas negociações para ampliar esses limites, o que pode influenciar o comércio nos próximos meses.
Na praça paulista, a arroba do boi gordo permaneceu em R$ 355,00. Em outras capitais, como Goiânia e Uberaba, foram registradas quedas relevantes nos preços, reflexo do aumento na oferta de animais prontos para abate e da postura cautelosa adotada por frigoríficos diante de consumo considerado irregular.
No atacado, a carne bovina enfrentou pressões concorrenciais. Proteínas alternativas, como frango e carne suína, contribuíram para queda de preços em cortes bovinos. O quarto dianteiro bovino, por exemplo, encerrou maio cotado a R$ 21,50 por quilo, valor 8,51% menor que o observado no mês anterior.
Apesar das volatilidades no mercado interno, os embarques internacionais mostraram desempenho robusto. Nos primeiros 15 dias de maio, as exportações de carne bovina brasileira chegaram a 203,48 mil toneladas, gerando receita de US$ 1,321 bilhão. Esses números evidenciam a participação do Brasil no comércio externo e apontam para oportunidades de crescimento nas vendas ao longo de 2026.
O conjunto desses elementos — demanda projetada pela Copa, oferta de animais prontos para abate e o ritmo das exportações — formou o cenário que deu impulso ao mercado do boi gordo em maio.
Com informações de Uberlandianofoco




