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quinta-feira, setembro 10, 2026

Mercado imobiliário vende 226.536 imóveis no 1º semestre de 2026 e Minha Casa, Minha Vida alcança participação recorde

O mercado imobiliário no Brasil registrou 226.536 imóveis residenciais novos vendidos no primeiro semestre de 2026, alta de 5,4% em comparação com o mesmo período de 2025, aponta levantamento nacional divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Desempenho por trimestre

No segundo trimestre de 2026 (abril a junho), as vendas alcançaram 113.676 unidades, crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre do ano e de 5,3% sobre o segundo trimestre de 2025, quando foram vendidas 107.924 unidades.

Os lançamentos no segundo trimestre somaram 107.161 unidades, aumento de 2,6% frente ao primeiro trimestre, porém recuo de 1,3% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, foram lançadas 211.651 unidades, praticamente estáveis ante 2025, com retração de 0,3%.

Crescimento regional

Todas as regiões do país apresentaram alta nas vendas no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. O Centro-Oeste teve o maior avanço, de 27,7%, seguido pelo Norte (15%), Nordeste (13,6%), Sudeste (1,3%) e Sul (0,2%).

Em relação aos lançamentos, o Nordeste registrou aumento de 24,6%, o Centro-Oeste cresceu 19,1% e o Sudeste teve alta de 1,2%. Já o Sul e o Norte registraram queda nos lançamentos, de 25,1% e 35,2%, respectivamente.

Minha Casa, Minha Vida

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) respondeu por 62.129 unidades lançadas entre abril e junho de 2026, o equivalente a 58% do total de lançamentos residenciais no período. As demais tipologias somaram 45.032 unidades. A participação do MCMV subiu em relação ao primeiro trimestre, quando representava 50% dos lançamentos; entre os dois trimestres, as unidades lançadas pelo programa cresceram 19,9%.

A presença do MCMV entre os lançamentos foi maior no Norte (68%), Sudeste (66%), Nordeste (60%) e Centro-Oeste (52%); no Sul, o programa representou 29% dos lançamentos. Nas vendas do segundo trimestre, 58.392 das 113.676 unidades comercializadas estavam enquadradas no MCMV, o que equivale a 51% do total e representa crescimento de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Valores, estoques e tipologias

O Valor Geral de Lançamentos (VGL) atingiu R$ 62,4 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 61,4 bilhões no trimestre anterior, mas recuou 23,1% na comparação anual. O Valor Geral de Vendas (VGV) foi de R$ 66,2 bilhões entre abril e junho, praticamente estável frente ao primeiro trimestre, mas 5,5% menor do que no mesmo período de 2025. O preço médio dos imóveis vendidos foi de R$ 581,9 mil, queda de 1% ante o trimestre anterior e de 10,3% na comparação anual.

O estoque de imóveis residenciais novos ao final do segundo trimestre somava 355.290 unidades, redução de 2,1% em relação ao primeiro trimestre (362.953), mas aumento de 8,2% na comparação anual. A maior redução trimestral do estoque ocorreu no Norte (-9%), seguida por Centro-Oeste (-6,5%), Sul (-5,1%) e Nordeste (-3,3%). O Sudeste foi a única região com aumento de oferta (+1,1%). No MCMV havia 137.151 imóveis disponíveis ao fim de junho, alta de 2,9% sobre o primeiro trimestre.

Quanto ao perfil dos imóveis vendidos no segundo trimestre, os empreendimentos com dois dormitórios lideraram, representando 65,2% das vendas; os de um dormitório responderam por 23,1%; três dormitórios por 10% e quatro dormitórios por 1,8%.

Os dados constam dos Indicadores Imobiliários Nacionais referentes ao segundo trimestre de 2026, levantamento da CBIC por meio da Comissão da Indústria Imobiliária (CII), em correalização com o Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional) e elaborado pela Brain Inteligência Estratégica. A pesquisa considerou informações de 221 cidades, incluindo capitais, regiões metropolitanas e os principais mercados imobiliários do país.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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