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quinta-feira, outubro 29, 2026

Mercado pet de luxo cresce em Paris com cafés exclusivos e doces gourmet para cães

Empreendimentos oferecem petiscos sofisticados e espaços para tutores e animais

Em Paris, o segmento de produtos e serviços de luxo para cães tem se expandido, com o surgimento de confeitarias e cafés voltados exclusivamente a animais de estimação e seus donos. Entre os itens oferecidos estão sobremesas que chegam a 5 euros (R$ 29,55) e petiscos em formatos tradicionais de padaria vendidos a 4 euros (R$ 23,24).

Na confeitaria Casa del Doggo, a proprietária Clara Zambuto, de 26 anos, decidiu abrir o estabelecimento inspirada no comportamento do seu Spitz Alemão anão, Hulk, de três anos. O local reúne opções expostas em balcões de vidro e permite que cães e tutores façam refeições juntos. Um exemplo de produto do cardápio é o “Merveilleux”, comercializado a cinco euros, preparado com camadas finas de purê de banana, cream cheese, maçã e carne bovina. Outro doce, chamado “Le Mignon”, tem formato de coração e é feito com batata-doce, cream cheese e mirtilos.

Zambuto relata que começou a produzir os petiscos em casa antes de contratar um confeiteiro profissional. Ela destaca que algumas substâncias são evitadas nas receitas, pois são tóxicas para cães: chocolate, abacate, uvas e cebola.

A veterinária especializada em nutrição Lolita Sommaire alerta para a necessidade de moderação com guloseimas, assim como acontece com humanos. Sommaire recomenda ajustar a alimentação do animal ou incentivar mais atividade física depois de visitas a confeitarias, mas considera que uma saída do tipo uma vez por mês não representa risco significativo de ganho de peso.

Outro exemplo de negócio é o café Bone Appart, fundado por Rebecca Anhalt. A americana decidiu criar o espaço após ser multada por deixar seu whippet Napoleão, de cinco anos, solto em um parque. No Bone Appart, descrito pela proprietária como um local onde “os cães são os reis”, os animais circulam por um terraço com bancos e consomem petiscos com formatos de croissant e baguette.

Alguns frequentadores também buscam os locais para socializar. Proprietários relatam que os cafés costumam facilitar encontros entre tutores; um caso citado é o de um cliente que leva diariamente seu dachshund de 17 anos ao estabelecimento recém-chegado à cidade para conhecer gente.

Estima-se que cerca de 100 mil cães vivam em Paris. Apesar de a capital contar com aproximadamente cinquenta parques destinados a cães, o coletivo Paris Condition Canine considera esses espaços insuficientes, mal distribuídos e, em alguns casos, inadequados. A presença e o bem-estar dos cães chegaram a fazer parte do debate nas eleições municipais de março: o novo prefeito, Emmanuel Grégoire, criou uma conta no Instagram dedicada aos animais, enquanto a adversária Rachida Dati promoveu iniciativas como “aperitivos caninos”.

Para tutores como Sarah Elgamal, farmacêutica de 32 anos e dona da Spitz Loulou, as visitas às confeitarias oferecem uma oportunidade de fortalecer a relação com o animal em um ambiente diferente da rotina doméstica ou profissional.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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