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quinta-feira, outubro 15, 2026

Milhares protestam em seis cidades da Colômbia contra governo de Abelardo de la Espriella

O governo do presidente Abelardo de la Espriella, que completa dois meses no cargo, enfrentou nesta quarta-feira (14) uma grande onda de manifestações em ao menos seis cidades colombianas. Milhares de pessoas marcharam em Bogotá, Cali, Medellín, Bucaramanga, Pereira e Riohacha para protestar contra a agenda econômica e de segurança do Executivo, o aumento do custo de vida e o que os manifestantes chamaram de retrocessos em direitos sociais.

Organizadores e adesões

Os atos foram convocados por uma aliança que reúne sindicatos, coletivos estudantis, centrais sindicais e o Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC). A mobilização envolveu desde o movimento docente até comunidades indígenas e camponesas. Em Bogotá, os organizadores previam a presença do ex-presidente Gustavo Petro, acompanhado por lideranças de orientação progressista.

Motivos e reivindicações

Os participantes afirmaram que as manifestações seriam pacíficas e afirmaram que o protesto respondia a comunicados da Casa de Nariño que, segundo eles, tentam deslegitimar as demandas da sociedade civil. Entre as queixas mais recorrentes estão o aumento do custo de vida, a escalada da violência, a alegada deterioração de conquistas sociais e medidas que, conforme os organizadores, buscam criminalizar ou restringir o direito de manifestação.

Ponto de tensão: Decreto 1525

O principal foco de tensão foi o Decreto 1525, assinado pelo presidente De la Espriella, que estabelece regras para a atuação das forças de segurança em manifestações e autoriza a dispersão dos atos em casos de distúrbios graves. Em resposta, governos locais reforçaram a presença de agentes uniformizados nas principais cidades, ação interpretada pela oposição como tentativa de antecipar repressão.

A federação docente Fecode (Federação Colombiana de Educadores) utilizou as mobilizações para defender a educação pública e a saúde dos professores, reivindicar a reconstrução de escolas afetadas por emergências anteriores — incluindo o terremoto e as réplicas registradas no Vale del Cauca — e denunciar a estigmatização do sindicalismo docente.

Comunidades indígenas e camponesas também participaram para rejeitar megaprojetos e medidas econômicas que consideram ameaças a seus territórios ancestrais; o CRIC afirmou que a administração busca enfraquecer a autonomia dessas organizações. Trabalhadores de diversos setores produtivos foram às ruas alegando que políticas recentes corroem direitos adquiridos.

Os protestos representam o primeiro grande confronto social contra o Executivo desde o início da gestão há dois meses, segundo os organizadores, que dizem defender conquistas históricas diante de uma agenda que consideram regressiva.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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