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domingo, novembro 1, 2026

Milhares vão às ruas na Alemanha por educação e redução do custo de vida

Milhares de manifestantes se reuniram em diversas cidades alemãs neste sábado (30) para pedir melhorias no sistema educacional e ações contra o aumento do custo de vida. Liderados por jovens, os protestos seguem uma série de mobilizações da chamada Geração Z em vários países europeus ao longo do ano.

Organizados pelo coletivo Gen Z regelt — expressão em alemão que significa “Geração Z assume o comando” — os atos foram programados para 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique. O movimento além de reivindicar mais investimentos na educação se posiciona contra a obrigatoriedade do serviço militar, citando as dificuldades econômicas enfrentadas por muitos jovens.

Números oficiais divulgados ainda na tarde de sábado mostraram uma participação inferior à estimativa inicial dos organizadores, que previa 182 mil pessoas. As polícias de Frankfurt, Munique e Berlim reportaram 6 mil manifestantes no total, enquanto o site do movimento indicou cerca de 36 mil participantes.

As manifestações coincidiram com as comemorações de Halloween, e as autoridades esperavam atos pacíficos, mas alertaram para o risco de aproveitamento por grupos extremistas. Segundo o Ministério Federal do Interior, setores de extrema direita alemã e grupos ligados a movimentos estrangeiros se mobilizaram na tentativa de obter apoio.

“Todos nós temos aquelas imagens da França em nossas mentes, saques, casas em chamas, veículos da polícia incendiados e ataques a policiais”, afirmou Roman Poseck, ministro do Interior do estado de Hesse, cuja capital é Frankfurt. “A França não deve ser apresentada como modelo nesse sentido.”

Receios de distúrbios levaram empresas a proteger vitrines com tábuas e a programar fechamentos mais cedo em várias cidades. Trechos da Kurfürstendamm, a avenida comercial de luxo em Berlim, também tiveram medidas preventivas adotadas por comerciantes.

Manifestações em outros países europeus

Os episódios na Alemanha ocorreram no mesmo fim de semana em que protestos continuaram em outras nações. Na França, as autoridades se prepararam para o terceiro sábado de mobilizações; o Conselho de Estado proibiu o trajeto que sindicatos pretendiam fazer no centro de Paris após recurso do governo que alegou risco de grave perturbação da ordem pública, e a correspondente da RTP Rosário Salgueiro informou que o risco de violência era considerado muito elevado.

Na Itália, confrontos entre manifestantes e policiais foram registrados na sexta-feira (30). Em Turim, a polícia de choque impediu o avanço e usou um canhão de água para dispersar a multidão. Em Roma, um pequeno grupo que se separou da marcha principal incendiou contêineres de lixo e lançou garrafas contra agentes; oito pessoas foram detidas e entre 200 e 300 identificadas.

Em Gênova, cerca de 15 mil trabalhadores portuários, estudantes e outros manifestantes entraram no porto para protestar contra o uso das instalações no transporte de armas. A greve nacional levou mais de 1 milhão de pessoas às ruas em cerca de 50 cidades italianas, com pedidos por mudanças no governo, reajustes salariais e fortalecimento de serviços públicos.

Na Espanha, mais de dez pessoas ligadas ao grupo de caráter violento Blocus foram detidas, entre elas o suposto líder, de 20 anos, apontado como preparador de atos de vandalismo previstos para a noite de sábado.

As mobilizações em vários países europeus seguem como desdobramentos de protestos estudantis e juvenis que têm ganhado força ao longo do ano, com demandas semelhantes por educação e condições de vida mais favoráveis.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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