A fabricante de chips Nvidia anunciou lucro de US$ 58,3 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, encerrado em 26 de abril, e registrou receita recorde de US$ 81,6 bilhões, informou a empresa nesta quarta-feira (20).
O lucro divulgado representa alta de 211% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita subiu 85% na comparação anual e cresceu 20% em relação ao trimestre imediatamente anterior, segundo o balanço financeiro da companhia.
Os resultados superaram as estimativas de Wall Street e foram atribuídos à forte demanda por hardware voltado a aplicações de inteligência artificial (IA). A Nvidia é vista como uma das principais beneficiárias do aumento de investimentos em infraestrutura de IA, já que seus chips equipam grande parte dos data centers usados para treinar e operar modelos avançados.
Para o segundo trimestre fiscal, a empresa projetou receita de US$ 91 bilhões, acima da expectativa média do mercado, que apontava US$ 86,84 bilhões de acordo com dados da LSEG. Além do guidance mais alto, a Nvidia informou um programa de recompra de ações no valor de US$ 80 bilhões.
A companhia também anunciou aumento do dividendo trimestral, que passará a ser de 25 centavos por ação, ante 1 centavo anteriormente.
Analistas destacam que os números refletem a posição de liderança da Nvidia no mercado de IA. Jacob Bourne, analista da eMarketer, afirmou à Reuters que a empresa tem consistentemente superado projeções, mas que a principal dúvida é se a expansão do setor de IA terá continuidade em 2027 e 2028, especialmente com a mudança de foco para cargas de inferência e a concorrência de grandes empresas como Google, Amazon, AMD e Intel.
Os gastos com infraestrutura de IA seguem em aceleração. Conforme informado, Alphabet, Amazon e Microsoft devem investir mais de US$ 700 bilhões em IA neste ano, número superior aos aproximadamente US$ 400 bilhões apontados para 2025.
O balanço divulgado pela Nvidia nesta quarta traz sinais de força na demanda por seus produtos e confirma as expectativas de crescimento impulsionadas pela adoção crescente de soluções de inteligência artificial.
Com informações de G1




