Transmissão: Globo
Plano de demissão voluntária atinge pouco mais de 3 mil adesões até o fim do prazo
Pouco mais de 3 mil empregados dos Correios aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) até o início da noite desta terça-feira (7), último dia para inscrição no programa. A estatal informou que o número final de participantes será divulgado nesta quarta-feira (8).
Segundo o balanço parcial, 3.075 funcionários aceitaram o PDV, o que corresponde a um pouco acima de 30% do público-alvo inicialmente previsto pela empresa. A projeção original previa 10 mil adesões ainda em 2026 e mais 5 mil em 2025. A direção dos Correios declarou que não haverá nova prorrogação do prazo, cujo limite havia sido postergado anteriormente — a data originalmente prevista era 31 de março.
Em resposta à TV Globo, a companhia afirmou que, além do PDV, tem implementado outras medidas para ajustar operações e reduzir custos. Entre as ações citadas estão o início do processo de otimização de rotas logísticas, iniciativas de controle de produtividade, a negociação de um acordo coletivo para 2025/2026 e a abertura de discussões sobre novas formas de jornada de trabalho. Conforme os Correios, essas medidas, combinadas com a redução orgânica do quadro, permitirão cumprir integralmente as metas do Plano de Reestruturação.
O plano de reestruturação foi apresentado em 29 de dezembro e completa 100 dias desde sua divulgação. Uma das frentes de atuação é a venda de imóveis que não são essenciais para a operação logística. Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, foram ofertadas 21 unidades e quatro foram arrematadas. Até o momento, a estatal informou ter arrecadado cerca de R$ 11,3 milhões com a venda de 11 imóveis.
Os Correios também anunciaram novos leilões agendados para 9 e 16 de abril, com 42 propriedades disponíveis em todo o país. Parte dos bens será ofertada com deságio de até 25% como estratégia para agilizar as vendas e dar destinação mais eficiente a imóveis considerados não fundamentais.
Outra medida prevista no plano é o fechamento de 1.000 unidades até o fim do ano, incluindo agências, com a garantia de que a universalização do serviço postal não será afetada. Desde o início da reestruturação, 127 unidades já foram fechadas.
A situação financeira da estatal tem motivado as ações de reestruturação: em 2022 os Correios registraram déficit superior a R$ 700 milhões; em 2024 o rombo foi de R$ 2,5 bilhões; e o prejuízo acumulado de janeiro a setembro do ano passado somou R$ 6 bilhões.
Com informações de G1




