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quinta-feira, outubro 22, 2026

Petrobras não atende cerca de 10% dos pedidos de diesel de grandes distribuidoras para maio, diz agência

A Petrobras deixou de atender integralmente aproximadamente 10% do volume de diesel solicitado por grandes distribuidoras para entregas previstas em maio, segundo apuração da Reuters com duas fontes de empresas ouvidas sob condição de anonimato. A decisão ocorre em meio à tentativa da estatal de evitar importações do combustível diante de preços elevados no mercado internacional.

Os pedidos das distribuidoras são baseados em contratos firmados com a Petrobras nos últimos três meses e podem ser ajustados ao longo do período seguinte. Em abril, a estatal já havia recusado cerca de 20% de uma cota solicitada pelas empresas, de acordo com fontes do mercado. Em março, para entregas em abril, os cortes chegaram a superar 20%, o que levou as maiores distribuidoras a aumentar importações para cumprir seus compromissos contratuais.

Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente o assunto. No entanto, duas pessoas com conhecimento da situação afirmaram à Reuters que grandes distribuidoras estariam solicitando volumes acima da demanda real, numa estratégia para ampliar participação no mercado em detrimento de concorrentes menores. Uma das fontes disse que o mercado tem demandado “muito mais do que é capaz de absorver” e que o crescimento das grandes distribuidoras se deve em parte à falta de capital das empresas menores.

Segundo as fontes, os chamados “cortes” nas cotas não são inéditos — contratos preveem alguma flexibilidade —, mas historicamente eram menores, na ordem de cerca de 5% em episódios anteriores. A restrição atual, na casa de 10% para maio, e os cortes superiores a 20% previamente verificados, refletem uma oferta mais apertada do produto no sistema da companhia.

Uma fonte também afirmou que a Petrobras planeja ofertar menos diesel em maio do que em abril. A estatal reiterou por email, no início da semana, que não fará importações em abril e maio. A empresa informou, na mesma comunicação, que adiou uma parada programada em uma unidade de produção de diesel da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, o que teria melhorado o balanço do produto no sistema e reduzido a necessidade de compras externas para os compromissos previstos nesses meses.

O mercado brasileiro de diesel enfrenta tensão desde o início do conflito no Golfo Pérsico, cenário que contribuiu para elevações nos preços internacionais. O Brasil importa cerca de 25% de sua demanda de diesel, e a Petrobras também participa de parte dessas importações. Em resposta à alta de preços, o governo adotou um programa de subsídios entre outras medidas.

As informações sobre redução de atendimento aos pedidos para maio foram divulgadas pela Reuters com base em entrevistas a fontes do setor.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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