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quarta-feira, outubro 28, 2026

Petrobras reajusta preço da molécula do gás natural em 19,2% a partir de 1º de maio de 2026

Petrobras aumenta preço do gás natural vendido a distribuidoras

A Petrobras informou que elevará em média 19,2% o preço da molécula do gás natural comercializada para distribuidoras, com vigência a partir de 1º de maio de 2026. O ajuste, previsto nos contratos que têm revisão trimestral, incide sobre o gás canalizado e o gás natural veicular (GNV).

Segundo a estatal, a parcela do preço referente à molécula é atualizada a cada três meses e está atrelada, tradicionalmente, às variações do petróleo Brent, à taxa de câmbio R$/US$ e, desde o início de 2026, também ao índice Henry Hub, referência do gás natural nos Estados Unidos. A Petrobras destacou que os contratos já contemplam mecanismos que suavizam oscilações pontuais das variáveis de indexação.

No período considerado para o reajuste, a referência do Brent avançou cerca de 24,3%, enquanto o Henry Hub registrou queda de aproximadamente 14,1%. O real teve apreciação de 2,5% frente ao dólar. A estatal esclareceu que a variação final aplicada por cada distribuidora dependerá dos produtos contratados, dos volumes efetivamente retirados e dos prêmios de “Incentivo à Demanda e Performance” introduzidos pela Petrobras a partir de 2024.

O aumento anunciado não alcança o gás de botijão (GLP), cujo reajuste segue regras distintas. A empresa ressaltou ainda que, mesmo com a atualização de maio, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula, desde dezembro de 2022, uma redução da ordem de 26%.

Ajuste no querosene de aviação

Também com início em 1º de maio, a Petrobras comunicou aperto no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) às distribuidoras, com acréscimo de R$ 1,00 por litro em relação ao mês anterior. A companhia atribuiu o reajuste a “um contexto excepcional causado por questões geopolíticas” e informou que seguirá ofertando ao mercado a possibilidade de parcelar parte do aumento em seis vezes, com a primeira parcela prevista para pagamento em julho de 2026.

A estatal vinculou a elevação dos preços de derivados e do petróleo a eventos recentes no cenário internacional, citando, entre outros fatores, ataques em fevereiro que afetaram o trânsito no Estreito de Ormuz e a oferta global de petróleo e gás natural liquefeito. Os ajustes do QAV são feitos no início de cada mês conforme previstos nos contratos.

As efetivas repercussões para consumidores residenciais e para o setor de transportes variam conforme a composição tributária e as tarifas praticadas pelas distribuidoras.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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