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Petróleo do Oriente Médio se torna o mais caro do mundo
Os índices de referência do petróleo do Oriente Médio alcançaram cotações históricas e passaram a ser os mais caros globalmente, em meio a interrupções no fornecimento provocadas pela guerra no Irã. A elevação dos preços, que incide sobre milhões de barris exportados para a Ásia, já força refinarias da região a buscar fontes alternativas ou reduzir a produção.
O petróleo Dubai à vista foi cotado a US$ 157,66 por barril na terça-feira, para cargas de maio, segundo a S&P Global Platts, superando o recorde histórico do Brent, de US$ 147,50 registrado em 2008. Na segunda-feira (16), o prêmio do Dubai em relação aos swaps subiu para US$ 60,82 por barril, ante uma média de US$ 0,90 em fevereiro, conforme dados da Reuters.
Na mesma linha, o petróleo de Omã atingiu US$ 152,58 por barril, elevando seu prêmio frente aos swaps de Dubai para US$ 55,74 — comparado a cerca de US$ 0,75 em fevereiro. Os preços do Dubai estão parcialmente distorcidos pela diferença com o petróleo Murban, cotado a US$ 114,03 por barril na terça-feira, segundo fontes do mercado.
As exportações de petróleo do Oriente Médio para a Ásia recuaram para 11,7 milhões de barris por dia em março, ante quase 19 milhões em fevereiro, uma queda de cerca de 32% na comparação anual, informou a consultoria Kpler. O declínio está ligado a interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz, fenômeno que levou várias refinarias asiáticas a reduzir o ritmo de operação.
Fontes do setor de refino atribuem a alta dos indicadores à menor oferta disponível durante o processo de negociação da Platts, após a retirada de três tipos de petróleo que passam pelo estreito. Segundo essas fontes, a formação de preços ficou distorcida porque os tipos remanescentes — Omã e Murban — não representam adequadamente o mercado de referência para o petróleo do Oriente Médio e parte do petróleo russo.
Uma das fontes informou que o comércio de petróleo do Oriente Médio para maio paralisou-se devido ao descompasso entre as referências de Dubai e Omã. Em resposta, um porta-voz da S&P Global Energy afirmou que “o Platts Dubai continua refletindo o valor do petróleo do Oriente Médio no mercado à vista”, adicionando que a atividade foi forte neste mês, com várias cargas entregues.
Dados do mercado mostram que a TotalEnergies tem sido a principal compradora nas negociações da Platts, adquirindo 42 cargas de Omã e Murban neste mês, totalizando cerca de 21 milhões de barris. A Platts informou que busca avaliações do mercado sobre capacidade de entrega do petróleo do Oriente Médio e sobre sua metodologia de referência para o Dubai.
Enquanto isso, prêmios do petróleo das Américas e da África subiram à medida que refinarias asiáticas tentam garantir suprimento. Traders relatam que os prêmios do petróleo brasileiro atingiram recordes, ficando entre US$ 12 e US$ 15 por barril acima do Brent. Os prêmios do petróleo da África Ocidental para abril aumentaram cerca de US$ 1 por barril em relação ao mês anterior, com a maior parte das cargas já vendida, segundo um trader.
Com informações de G1




