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quinta-feira, outubro 29, 2026

Petróleo sobe forte e ultrapassa US$ 111 após ameaça de Trump ao Irã

Preços disparam diante de tensão entre EUA e Irã

O preço do petróleo registrou alta significativa nesta segunda-feira (18), após novo alerta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã, enquanto as negociações para encerrar a guerra permanecem estagnadas. O Brent, referência internacional, avançou 1,9% e passou a cotar-se a US$ 111,31 por barril (aproximadamente R$ 563,76). Nos Estados Unidos, o petróleo de referência subiu 2,3%, chegando a US$ 107,83 por barril (cerca de R$ 546,13).

O salto nos preços contrasta com o nível registrado no final de fevereiro, antes do início do conflito com o Irã, quando a commodity era negociada em torno de US$ 70 por barril.

A pressão sobre os mercados ocorreu após publicação de Trump em rede social, depois de conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmando que o Irã deve agir rapidamente “ou não sobrará nada deles”. Investidores demonstraram nervosismo diante das incertezas sobre o fluxo global de energia, agravadas pelo fato de o Estreito de Ormuz se manter majoritariamente fechado e pelo bloqueio marítimo imposto pelos EUA aos portos iranianos desde o mês passado.

O clima de tensão também aumentou após um ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos no fim de semana.

Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas de commodities do ING, escreveram que “os riscos de uma nova escalada estão aumentando” e observaram que a reação do mercado reflete, em parte, a ausência de resultados concretos após a cúpula entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. A Casa Branca afirmou que ambos concordaram que o Estreito de Ormuz deve reabrir e que Xi indicou que a China “gostaria de ajudar”, mas ainda não está claro como Pequim usará sua influência econômica junto ao Irã.

O aumento do petróleo elevou expectativas de inflação e afetou bolsas globais. Na Ásia, Tóquio (Nikkei 225) caiu 0,9%, para 60.843,09 pontos; Hong Kong (Hang Seng) recuou 1,6%, para 25.543,32 pontos; Xangai (Composto) perdeu 0,1%; e a Austrália (S&P/ASX 200) caiu 1,4%. Em Nova York, os contratos futuros dos EUA recuaram mais de 0,6%, após fechamento da sexta-feira com S&P 500 (-1,2%), Dow Jones (-1,1%) e Nasdaq (-1,5%).

O rendimento dos títulos públicos também subiu: o Treasury de 10 anos dos EUA alcançou cerca de 4,63%, bem acima do patamar de quase 4% anterior ao conflito. No Japão, o rendimento do título de 10 anos saltou para 2,8%, nível mais alto desde o final dos anos 1990. No mercado de câmbio, o dólar avançou para 159,02 ienes, enquanto o euro operou a US$ 1,1626.

As incertezas sobre o desenrolar do conflito e o impacto sobre o fornecimento de petróleo seguem como fatores centrais para os movimentos nos mercados.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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