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quarta-feira, outubro 14, 2026

Petróleo volta a superar US$ 100 por barril em meio a tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo voltaram a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta sexta-feira (13 de março de 2026), pressionados por novas tensões no Oriente Médio e pelo temor de interrupções no abastecimento mundial de energia. O Brent, referência internacional, subiu 0,8%, sendo cotado a US$ 100,30, enquanto o WTI negociava a US$ 95,98.

A alta intensificou uma trajetória de valorização iniciada no começo do ano: desde o início do conflito na região, o petróleo acumula ganho de cerca de 40%, partindo de níveis próximos a US$ 60 no início de 2026 para patamares que não eram verificados desde meados de 2022.

Os preços chegaram a recuar levemente nesta sexta-feira após os Estados Unidos concederem uma licença temporária para a compra de petróleo russo que estava retido no mar. O Tesouro norte-americano autorizou por 30 dias, até 11 de abril, a aquisição de carregamentos de petróleo e derivados russos que já haviam sido embarcados até quinta-feira (12 de março de 2026). A medida teve o objetivo de aliviar parcialmente a escassez no mercado global.

Apesar do alívio pontual, o mercado permanece atento à evolução da guerra no Oriente Médio e ao risco de cortes no fluxo de petróleo, entre eles ameaças de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio mundial da commodity. A maior volatilidade tem sido alimentada por notícias diárias sobre a situação na região.

Analistas e gestores financeiros destacam o impacto das notícias sobre os preços. Em entrevista à Reuters, Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes, disse que o fluxo contínuo de informações está elevando o preço do petróleo e influenciando os mercados financeiros. A escalada do preço do combustível reacendeu preocupações com a inflação global e levou investidores a reduzirem as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve: agora o mercado projeta apenas 20 pontos-base de corte neste ano, abaixo dos 50 pontos-base estimados no mês anterior.

Vasu Menon, diretor-gerente de estratégia de investimentos do OCBC, afirmou que, diante do alto risco de novos aumentos nos preços do petróleo, os investidores devem estar preparados para volatilidade persistente e possíveis quedas nos mercados no curto prazo.

Impacto no Brasil

No Brasil, a alta internacional já motivou medidas do governo. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote para tentar conter o repasse do aumento dos preços para o diesel interno: zerou as alíquotas federais de PIS e Cofins sobre o diesel e criou uma subvenção para produtores e importadores do combustível. O governo estima que as ações podem reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel.

Para compensar a perda de arrecadação, foi criada uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo, destinada a capturar parte dos ganhos extraordinários dos produtores provocados pela alta internacional. A Petrobras informou que o conselho aprovou a adesão da companhia ao pacote, mas que a assinatura efetiva dependerá da publicação e análise das regras a serem definidas pela ANP, especialmente sobre o preço de referência necessário para operacionalizar a subvenção. A estatal destacou que mantém estratégia voltada à participação de mercado, otimização de ativos de refino e busca por rentabilidade de forma sustentável, evitando repassar imediatamente às cotações internas as oscilações internacionais do petróleo e do câmbio.

O mercado segue monitorando tanto a dinâmica do conflito no Oriente Médio quanto os efeitos das medidas de alívio de oferta, que determinam o movimento dos preços e suas consequências para inflação e atividade econômica global.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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