Operação e apreensões
Na manhã desta segunda-feira (28), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro imóveis vinculados ao deputado federal Antônio Doido, do MDB do Pará. Segundo a corporação, entre os itens retirados dos locais estavam aparelhos eletrônicos, documentos, três veículos e R$ 87.475 em espécie. Um celular e duas sacolas com dinheiro foram encontrados dentro do sistema de esgoto de um dos endereços ligados ao parlamentar.
Detalhes sobre o material apreendido
A PF informou que parte do dinheiro estava separada em envelopes identificados com nomes de pessoas. Também foi localizada uma lista e registros de assinaturas de recebimento. Todo o material apreendido será submetido a perícia e análise para esclarecer a origem dos recursos, o destino previsto e a eventual conexão com práticas criminosas.
Mandados e âmbito eleitoral
Os mandados que autorizaram as diligências foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA). Como candidato à reeleição, Antônio Doido pode ser alvo de investigação por supostos crimes eleitorais relacionados às Eleições 2026. Durante a operação, outra pessoa foi presa em flagrante sob a acusação de corrupção eleitoral.
Quem é Antônio Doido
Aos 50 anos, Antônio Leocadio dos Santos — conhecido como Antônio Doido — cumpre o primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Nascido na Bahia, iniciou a carreira pública em 2016 ao vencer a eleição para a prefeitura de São Miguel do Guamá, município paraense com pouco mais de 56 mil habitantes, filiado ao PSDB na ocasião.
Em 2020, disputou a reeleição pela prefeitura já filiado ao PL, mas foi derrotado por pouco mais de mil votos. Em 2022, elegeu-se deputado federal pelo Pará, com 126.535 votos. No meio do mandato, em 2024, concorreu à prefeitura de Ananindeua e ficou em segundo lugar.
Antecedente policial
Esta não foi a primeira vez que o parlamentar esteve no foco da Polícia Federal. Em dezembro de 2025, a PF cumpriu 31 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Pará em investigação sobre corrupção e formação de organização criminosa que envolveria agentes públicos e privados. Na ocasião, há registro de que o deputado teria arremessado um celular pela janela ao perceber a chegada dos policiais. Na ação de dezembro, ele era investigado por suposto desvio de verba parlamentar e por participação em grupo suspeito de saques superiores a R$ 48 milhões.
As investigações em curso ainda devem avançar sobre a origem dos recursos apreendidos na operação desta segunda e sobre possíveis conexões com atos ilícitos eleitorais ou crimes financeiros.
Com informações de Paranaibamais




