24.6 C
Uberlândia
terça-feira, novembro 3, 2026

PF investiga transações ligadas a Virginia Fonseca

A influenciadora e empresária Virginia Fonseca está sendo alvo de um inquérito da Polícia Federal, iniciado a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas. Até o momento, ela não foi formalmente denunciada ou acusada de crime.

As autoridades buscam apurar se as operações financeiras realizadas por Virginia e por empresas vinculadas a ela têm origem lícita e se há indícios de infrações tributárias, crimes financeiros ou lavagem de dinheiro. O procedimento decorre de Relatórios de Inteligência Financeira que sinalizaram transações que exigem análise técnica mais aprofundada.

Movimentações na Talismã Digital

Entre os focos da apuração está a Talismã Digital, empresa de mídia administrada por Virginia em parceria com o cantor Zé Felipe. Registros apontam que a companhia recebeu mais de R$ 22 milhões entre março e setembro do ano passado. Parte significativa desses recursos teria sido transferida por Pix a partir da AMP Pay Marketing e Negócios.

O fluxo financeiro chamou a atenção de bancos devido ao porte tributário da AMP Pay, que atua no regime do Simples Nacional — incompatível, segundo as instituições, com o volume de capital movimentado. Também foi observada a localização física da empresa remetente em um imóvel comercial de pequenas dimensões, o que levantou dúvidas sobre sua capacidade operacional para movimentar tais valores.

Apuração sobre a Wepink

A investigação também atinge a Wepink, marca de cosméticos fundada por Virginia em sociedade com outros empresários. A empresa registrou faturamento bilionário em 2025. Entre os sócios constam pessoas com vínculo profissional anterior à marca Pink Lash. As autoridades investigam a estruturação e a origem dos recursos da Wepink, em especial por conta da ligação de uma ex-sócia apontada pelos investigadores como integrante de uma facção criminosa.

Contexto da CPI das Bets e defesa

O monitoramento que levou à apuração tem relação com diligências iniciadas na CPI das Bets, no Senado Federal. Virginia prestou depoimento à comissão e negou ter obtido ganhos ilícitos com apostas; os parlamentares chegaram a requisitar documentos financeiros. Um relatório que propunha o indiciamento de nomes públicos, incluindo o dela, foi rejeitado pelo Senado, o que encerrou os trabalhos da CPI sem sanções diretas.

A assessoria jurídica de Virginia afirma que não houve irregularidades e que todas as operações possuem comprovação documental, ressaltando que as empresas da influenciadora atuam conforme a legislação brasileira. Recentemente, ela relatou desgaste emocional em razão da exposição pública e de ataques sofridos, citando episódio em estádio de futebol no qual se sentiu acuada.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também