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segunda-feira, outubro 26, 2026

Phantom Blade Zero se destaca por combate inspirado em kung-fu e exploração do universo Kunlun

Phantom Blade Zero chegou ao fim de 2026 como uma das grandes surpresas do ano, combinando combate coreografado, exploração extensa e um universo fortemente influenciado pela cultura chinesa e pelo gênero Wuxia. A campanha principal oferece mais de 55 horas de jogo, dezenas de chefes e áreas vastas para investigação.

A história acompanha Soul, mestre de uma enigmática Ordem de Kunlun que passa a ser perseguido pela própria organização. Morto no início da narrativa, ele é ressuscitado pelo Artífice de Carne e recebe o Coração Maculado, com a condição de resolver pendências, buscar vingança ou limpar seu nome em até 66 dias.

A trama é apresentada de forma não linear, com flashbacks e informações espalhadas por documentos opcionais e missões secundárias. Enquanto Kunlun é atingida pela Dissonância — evento que transforma pessoas em marionetes e gera aberrações — clãs e escolas marciais tentam conter a crise. A narrativa só revela motivações mais profundas para quem explora além da campanha principal, revelando uma história melancólica em um mundo decadente.

Combate e mecânicas

O combate é o ponto central de Phantom Blade Zero, inspirado no kung-fu e em Sekiro. O sistema combina movimentos coreografados, espadadas, poderes especiais, esquivas precisas e aparos (parries). Diferente de muitos soulslikes, inimigos derrotados não reaparecem necessariamente após a morte do jogador, e chefes não retornam à primeira fase se o jogador morrer na segunda forma — decisão que reduz a frustração, mas também impede farm repetitivo.

O jogo utiliza o Sha-Chi em vez de uma barra de vigor: essa energia da alma é consumida ao manter postura defensiva e ao realizar ataques pesados ou especiais, mas não é usada durante parries. As esquivas perfeitas e a possibilidade de ataques que só podem ser evitados fazem parte da dinâmica. A dificuldade é dividida em níveis; o modo Caminhante do Inferno, considerado inicialmente o mais difícil, foi avaliado como equilibrado e divertido. Em certas configurações, sistemas de dificuldade adaptativa fazem com que chefes e inimigos observem o estilo de jogo do usuário e ajustem golpes ou criem fintas.

O arsenal do jogo inclui mais de 30 armas e 25 Armas-Fantasma, que executam golpes poderosos em troca de um recurso especial. Há dezenas de chefes — possivelmente mais de 50 — e uma árvore de habilidades que permite aprimorar combinações, trocar armas e desbloquear esquiva aérea. A troca de armas também pode reiniciar a barra de Sha-Chi para prolongar combos, e momentos de furtividade e execuções complementam o sistema.

Exploração e direção de arte

Contrariando previsões de linearidade, Phantom Blade Zero traz mapas amplos, segredos e elementos que lembram metroidvania, com habilidades e armas que destravam áreas opcionais. Cenários variam entre montanhas, lagos, desertos e florestas, e o retorno a áreas já visitadas pode revelar mudanças causadas pela Dissonância.

O jogo usa Unreal Engine 5, mas é a direção de arte que dá identidade ao título. Descrita pelo diretor Soulframe como “Kungfupunk”, a estética mistura elementos folclóricos e históricos chineses com toques steampunk. A coordenação de coreografias contou com a participação do ator Donnie Yen e a equipe usou captura de movimentos para diferenciar animações entre homens e mulheres.

Os pontos de viagem incluem os Sinos, semelhantes a fogueiras de outros títulos, e muitos chefes têm Sinos próximos. A produção oferece dublagem e sincronia labial como alternativa ao áudio em chinês, além de animações e design detalhado de armas.

O jogo apresenta problemas pontuais: câmera em combates contra grupos pode dificultar a visão, a interface nem sempre indica ataques pelas laterais ou costas e houve relatos de personagens presos em trechos do cenário, às vezes exigindo recarga de salvamento. Uma atualização lançada um dia antes da análise amenizou parte dos problemas de câmera, mas falhas de colisão e terreno ainda ocorrem.

Com uma campanha extensa, exploração rica, grande variedade de armas e um combate que prioriza coreografia e precisão, Phantom Blade Zero se apresenta como uma experiência ambiciosa. Os problemas técnicos e de câmera aparecem em trechos específicos, mas não anulam o impacto das batalhas, do universo de Kunlun e da direção de arte.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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