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sábado, outubro 10, 2026

Polícia indiciou dez por esquema de adulteração e fraude com fertilizantes em Araguari

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu um inquérito que resultou no indiciamento de dez suspeitos por envolvimento em um esquema de adulteração e fraude de fertilizantes no Triângulo Mineiro. Os indiciamentos incluem os crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e adulteração de produtos destinados à agricultura.

Investigação e prejuízos

As apurações foram realizadas pela Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Rurais de Araguari. Segundo o relatório policial, as fraudes causaram perdas superiores a R$ 1,5 milhão a empresas do setor, incluindo transportadoras e fabricantes de insumos agrícolas.

Desvio de rotas e fraude nos rastreadores

De acordo com o inquérito, caminhões carregados com produtos puros eram desviados para um galpão clandestino às margens da rodovia MG-414, em Araguari. Para burlar o monitoramento das seguradoras e das empresas de logística, motoristas removiam os rastreadores dos veículos e entregavam os aparelhos a comparsas em um posto de combustíveis da região.

Com os dispositivos fora dos caminhões, os sistemas de rastreamento indicavam que as carretas permaneciam estacionadas, enquanto os veículos seguiam até o depósito para descarga irregular.

Adulteração e comercialização clandestina

No galpão, trabalhadores retiravam partes das cargas originais com o uso de pás carregadeiras e empilhadeiras. O que restava das cargas era misturado com substâncias de menor valor comercial para preservar o volume aparente do produto.

Em seguida, o material adulterado era ensacado em bags com lacres violados e remetido a produtores rurais com pureza reduzida. Já o fertilizante de maior valor, subtraído do lote, era comercializado no mercado clandestino, ampliando o lucro ilícito do grupo.

Apreensões e conclusão do inquérito

Durante fiscalização no imóvel, a polícia apreendeu mais de 125 toneladas de fertilizantes e componentes químicos. Também foram guarnecidos equipamentos e veículos usados na operação: uma pá carregadeira avaliada em R$ 330 mil, uma empilhadeira de R$ 75 mil e um caminhão de R$ 420 mil.

O relatório final da Polícia Civil detalhou as funções de cada integrante da quadrilha, apontando desde financiadores e locadores do imóvel até operadores de máquinas e caminhoneiros responsáveis pelo transporte. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Com informações de Regionalzao

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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