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O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, afirmou que a entidade trabalha com a expectativa de conquistar entre três e quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Em entrevista à TV Brasil, Campos colocou sobre si a responsabilidade pela meta e destacou o papel do atletismo como a segunda maior fonte de pódios olímpicos do país, com 21 medalhas, atrás apenas do judô, que soma 28.
Segundo o dirigente, atingir ao menos três medalhas já representaria o melhor desempenho do atletismo brasileiro em uma edição dos Jogos, igualando o número obtido em Pequim, em 2008. Na capital chinesa, o Brasil teve um ouro — com Maurren Maggi, no salto em distância — e dois bronzes nos revezamentos 4×100 metros masculino e feminino, resultados esses confirmados somente anos depois por causa de desclassificações por doping nos times vencedores das provas.
Campos citou atletas que considera com potencial para Los Angeles: o marchador Caio Bonfim, campeão mundial em Tóquio e medalhista de prata em Paris 2024; a saltadora com vara Juliana Campos, finalista em Mundiais; o corredor de 400 m com barreiras Alison dos Santos, detentor de duas medalhas olímpicas de bronze; e o arremessador do dardo Luiz Maurício, que registrou a segunda marca mundial na temporada passada e tem 26 anos.
Mundial de Marcha em Brasília
O presidente lembrou que Caio Bonfim será a principal atração do Campeonato Mundial por Equipes de Marcha Atlética, marcado para 12 de abril, em Brasília. A competição será disputada na Esplanada dos Ministérios, com largada e chegada em frente à Catedral, e contará com seis provas.
O cronograma prevê o início das maratonas masculina e feminina às 7h (horário de Brasília), em percursos de 42,2 km, distância adotada pela World Athletics neste ano em substituição à prova de 35 km. Entre 7h30 (homens) e 8h30 (mulheres) acontecem as provas sub-20, de 10 km. As disputas de meia-maratona, que passaram a substituir a prova de 20 km, terão a largada masculina às 11h05 e a feminina às 12h50; esta última será a distância olímpica em Los Angeles.
Campos ressaltou o apoio do Governo Federal e dos patrocinadores master — Caixa e Loterias Caixa — para a realização do evento e disse esperar que a torcida local fortaleça Bonfim. Ele também citou que um evento-teste no percurso, realizado um mês antes, e a participação do atleta no Campeonato Japonês de Marcha, onde Bonfim bateu o recorde brasileiro, são sinais positivos para o desempenho em Brasília.
Infraestrutura e calendários futuros
Sobre a aspiração de sediar grandes eventos internacionais, Campos afirmou que o Brasil se candidatou para receber, em 2028, o Mundial de Corrida de Rua, competição anual que reúne milha, 5 km e meia-maratona. As próximas edições serão em Copenhague, em 20 de setembro de 2026, e em Yangzhou, em 2027.
Quanto a um Mundial de Atletismo com todas as provas, o presidente apontou que o país ainda não dispõe de um estádio preparado. Ele explicou que é necessária uma infraestrutura com duas pistas de atletismo — uma dentro do estádio e outra externa para aquecimento — e que, atualmente, apenas o Estádio Nilton Santos (Engenhão) reúne essa característica. Uma solução apontada por Campos seria restaurar a grama natural no Engenhão para viabilizar candidaturas futuras.
O planejamento da CBAt inclui manter o foco nos atletas citados e na preparação para que o Brasil chegue a Los Angeles com possibilidade de ampliar seu número de pódios no atletismo.
Com informações de Agência Brasil




