Reynaldo Galves Leal, presidente do Grupo GSP, teve a prisão preventiva cumprida na quinta-feira, 5 de novembro, no Aeroporto de Uberlândia. Segundo a ocorrência, ele estava em uma lanchonete do terminal esperando embarcar quando policiais militares deram cumprimento ao mandado. O destino da viagem não foi divulgado pelas autoridades.
Após a prisão, Leal foi submetido a exame de corpo de delito e conduzido à Delegacia de Plantão. A medida está vinculada a uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais que apura supostas irregularidades relacionadas a alterações no projeto de acesso ao Anel Viário Sul de Uberlândia.
Mudança no acesso
A apuração do Ministério Público se concentra em decisões tomadas sobre a obra viária. O registro inicial indica que houve alteração no projeto de acesso, mas não detalha os motivos alegados para a modificação nem os fundamentos jurídicos que embasaram o pedido de prisão preventiva contra o empresário.
Quem trafega pelo Anel Viário Sul reconhece o ponto como parte de trajetos de trabalho, entregas ou retorno para casa, e a alteração do projeto levanta dúvidas sobre o que foi modificado e por quais razões. Esclarecimentos sobre os motivos dependem da documentação da obra e do depoimento das pessoas envolvidas nas decisões.
Com as informações públicas disponibilizadas até o momento, não é possível afirmar se a mudança prejudicou o fluxo de tráfego ou criou riscos para motoristas; essas avaliações precisarão ser confirmadas pela investigação. A prisão preventiva corresponde ao cumprimento de uma ordem judicial no curso de apurações que ainda buscam esclarecer os fatos, sem constituir um veredito sobre a responsabilidade de Leal.
Empresas do grupo
Reynaldo Galves Leal é sócio-administrador de diversas empresas do Grupo GSP, entre as quais estão GSP Loteadora, GSP Empreendimentos Imobiliários, GSP Life Botânico Empreendimentos Imobiliários, GSP Life Botânico II Empreendimentos Imobiliários e Residencial Gramado II Empreendimentos Imobiliários. Esses vínculos indicam as áreas de atuação do empresário, mas não detalham o papel de cada sociedade na alteração investigada.
Pedido de esclarecimentos
A reportagem da TV Paranaíba informou que procurou a loteadora do grupo em busca de esclarecimentos. Até a manhã desta sexta-feira, 06/1//2026, a empresa não havia divulgado posicionamento sobre a prisão ou sobre as suspeitas. O Programa Fala Povo também não apresentou, até então, manifestação da defesa do empresário.
Os próximos passos do caso dependem das informações que os investigadores apresentarem, dos documentos oficiais da obra e das respostas das partes envolvidas. O interesse público centra-se em apurar como se deu a alteração do projeto e quem foi responsável pelas decisões na cidade.
Com informações de Vozdeuberlandia




