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quinta-feira, outubro 29, 2026

Prévia do PIB do Banco Central aponta alta de 1,3% no 1º trimestre de 2026

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (18) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, já com ajuste sazonal.

O desempenho indica aceleração da atividade, ante expansão de 0,37% registrada no último trimestre de 2025. Trata‑se do segundo resultado positivo seguido: a última queda havia sido no terceiro trimestre de 2025, quando o IBC‑Br recuou 0,82%. A leitura do primeiro trimestre de 2026 também foi a maior desde o terceiro trimestre de 2024, quando o índice subiu 1,42%.

O crescimento no período foi disseminado entre os setores. Segundo o BC, a indústria teve destaque com alta de 1,3%, enquanto agropecuária e serviços avançaram 1% cada um.

O resultado oficial do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 29 de maio.

Em bases mensais, o BC informou que o IBC‑Br caiu 0,7% em março frente a fevereiro, interrompendo um ritmo de alta — em fevereiro o indicador havia crescido 0,87%. Na comparação com março de 2025, sem ajuste sazonal, houve alta de 2,3%. No acumulado do primeiro trimestre frente aos três primeiros meses de 2025 o IBC‑Br subiu 0,3%, e em 12 meses até março o avanço foi de 0,7%.

O BC ressalta que o IBC‑Br difere do PIB calculado pelo IBGE: o índice do Banco Central incorpora estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não considera a dimensão da demanda, presente no cálculo oficial do IBGE. O IBC‑Br é uma das referências que o BC utiliza na definição da taxa básica de juros.

O crescimento ocorre em ano eleitoral e em meio a medidas fiscais do governo, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, liberação do FGTS e oferta de linhas de crédito com juros menores. Apesar da prévia positiva do primeiro trimestre, projeções do mercado financeiro apontam desaceleração: expectativa de crescimento de 1,86% para 2026, ante 2,3% em 2025. O próprio BC estima expansão de 1,6% neste ano.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta semana, o Banco Central informou que o chamado “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a economia opera acima do seu potencial sem, por ora, pressionar a inflação — um elemento citado pela autoridade monetária ao justificar que um ritmo menor de crescimento pode fazer parte da estratégia para controlar preços.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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