A caneta à base de semaglutida fabricada no Brasil e comercializada como Ozivy começará a ser vendida em farmácias a partir de 15 de junho, com preço inicial de R$ 452 por unidade, informou a fabricante EMS. O valor está abaixo do teto estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, que definiu limite de R$ 803,44 para embalagens com uma caneta na concentração de 1,34 mg/ml.
Preço e condições comerciais
A CMED também fixou o preço máximo para embalagens com duas unidades em R$ 1.606,88. Embora o teto seja estabelecido pela agência reguladora, cabe ao fabricante determinar o preço de venda nas farmácias, e a EMS optou por comercializar o produto a partir de R$ 452 por caneta.
Segundo a empresa, pacientes que entrarem em um programa de acompanhamento terão custo médio de R$ 287 por mês nos primeiros três meses do tratamento. Após esse período, o valor da caneta, dentro da iniciativa, passará para R$ 498. Os preços divulgados não incluem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cuja alíquota varia conforme o estado.
Indicação e aprovação
O Ozivy é classificado como agonista do receptor GLP-1 e tem a semaglutida como princípio ativo. O medicamento é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e ganhou atenção também por seu efeito associado à perda de peso, o que levou à popularização do termo “canetas emagrecedoras”. A autorização para comercialização foi concedida pela Anvisa em maio deste ano.
Contexto de mercado
O lançamento do Ozivy ocorre meses após o fim da patente do Ozempic no Brasil, em março, medida que permitiu a entrada de novas versões da semaglutida no mercado nacional. A Anvisa informou que o teto de preço definido pela CMED levou em conta medicamentos já disponíveis no país, entre eles Ozempic e Extensior, que possuem indicação terapêutica semelhante.
Produção e distribuição
De acordo com a EMS, o Ozivy é a primeira caneta produzida com semaglutida por síntese química no Brasil a obter autorização para venda. A fabricação é realizada em Hortolândia (SP), onde a empresa instalou uma unidade dedicada à produção de peptídeos, com investimento superior a R$ 1,2 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura.
No primeiro ciclo de abastecimento, a EMS prevê disponibilizar mais de 500 mil canetas ao mercado brasileiro. A distribuição terá início nas principais redes de farmácias e será ampliada gradualmente para outras regiões do país.
Com informações de Paranaibamais




