Apresentação marca produção nacional do caça Gripen F-39E
O primeiro caça supersônico F-39E Gripen montado no Brasil foi exibido nesta quarta-feira (25) no aeródromo da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia e deu o nome à aeronave durante o evento.
O modelo, desenvolvido pela sueca Saab em parceria com a Embraer, integra o programa de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB). A produção nacional faz parte do acordo fechado em 2014 e inclui transferência de tecnologia, com mais de 300 engenheiros brasileiros envolvidos no projeto e em treinamentos na Suécia.
O contrato prevê a compra de 36 unidades do F-39, com parte delas sendo fabricadas no país, e tem custo total estimado em US$ 4 bilhões (21,25 bilhões de reais). O caça alcança até cerca de 2.400 km/h — aproximadamente duas vezes a velocidade do som — e tem autonomia de voo de até duas horas e meia. Também dispõe de capacidade de reabastecimento em voo, ampliando seu alcance operacional.
Em fevereiro, pela primeira vez, um Gripen foi colocado em alerta de defesa aérea no Brasil, o que autoriza seu emprego em missões reais, inclusive na proteção do espaço aéreo da capital federal. A Embraer informou que a aeronave apresentada ainda não realizará voo no dia; antes da entrega final ela será submetida a testes funcionais e voos de ensaio. Após essa etapa, integrará as dez unidades já entregues ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), sediado na Base Aérea de Anápolis.
Autoridades e executivos marcaram presença na apresentação, entre eles a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho; o comandante da FAB, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de Micael Johansson, presidente e CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer. O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou do evento.
O Gripen F-39E reúne sistemas avançados de combate e autoproteção, incluindo alerta de detecção de radar (RWR), contramedidas eletrônicas (ECM), alerta de aproximação de mísseis (MAWS) e o míssil BVR Meteor. Conta ainda com datalink Link-BR2 para comunicação tática criptografada, capacidades de ataque eletrônico por meio de pods (EAJP) e uso de dispositivos LADM para gerar alvos falsos. Entre armamentos, o caça pode empregar o míssil WVR IRIS-T e utilizar chaffs, flares e outros despistadores. As soluções de sensores oferecem cobertura 360 graus e suporte a missões de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), além de apoio aéreo aproximado (CAS/GAAI) e identificação amigo/inimigo (IFF).
A apresentação do primeiro exemplar montado no país é vista como um marco do programa, consolidando a operação nacional das etapas estratégicas de produção de um caça de alta tecnologia.
Com informações de G1




