A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, junto a cooperativas e associações filiadas, divulgou manifesto público em nome da Região do Cerrado Mineiro externando preocupação com recentes fatos e perguntas de interesse público relacionados ao Supremo Tribunal Federal (STF). As entidades afirmam que, pela relevância institucional da Corte, esses questionamentos demandam esclarecimentos à sociedade brasileira.
Segundo o documento, o posicionamento parte de um território formado pelo trabalho de milhares de produtores, famílias, cooperativas, associações, trabalhadores e empresas que planejam safra, investem, geram empregos e assumem compromissos de longo prazo, tanto no Brasil quanto no exterior. Para o setor produtivo, sustentam as entidades, segurança jurídica, estabilidade institucional e previsibilidade são condições essenciais para investimento e desenvolvimento econômico e social.
O manifesto reafirma reconhecimento do STF como guardião da Constituição e respeito à função da Corte na democracia. Ainda assim, o texto defende que situações capazes de suscitar dúvidas sobre a atuação do Tribunal ou de seus integrantes devem ser tratadas com transparência, imparcialidade, responsabilidade e observância do devido processo legal.
As entidades ressaltam que não pretendem antecipar julgamentos, atribuir culpabilidades ou interferir nas competências constitucionais dos Poderes, mas cobram que fatos de relevância sejam examinados e esclarecidos com publicidade e fundamentação, em estrito respeito à Constituição e às leis.
Por essa razão, o manifesto pede que o Plenário do Supremo Tribunal Federal analise os fatos em sessão pública, garantindo celeridade compatível com a gravidade do momento e proporcionando à sociedade informações claras e decisões fundamentadas. As signatárias defendem que, quando a confiança em instituições é questionada, a transparência é o caminho para preservá‑las.
O documento também solicita que o Congresso Nacional, a Procuradoria‑Geral da República e demais órgãos constitucionalmente competentes atuem com independência, equilíbrio e responsabilidade no desempenho de suas atribuições. Segundo as entidades, instituições fortes se constroem não pela ausência de questionamentos, mas pela capacidade de enfrentá‑los dentro da lei, com serenidade e respeito ao Estado Democrático de Direito.
As organizações destacam que o setor produtivo precisa de instituições sólidas, previsíveis e confiáveis, e que princípios como independência entre os Poderes, devido processo legal, liberdade de expressão, transparência e igualdade perante a lei pertencem à democracia brasileira, não a partidos ou correntes ideológicas.
A Região do Cerrado Mineiro reafirma compromisso com a Constituição, com a democracia e com o diálogo institucional. Defender as instituições, afirma o manifesto, é também defender sua credibilidade, que se fortalece quando dúvidas legítimas são esclarecidas, responsabilidades apuradas e a lei aplicada com independência e igualdade.
Nenhuma pessoa ou instituição está acima da Constituição e da lei.
Patrocínio, Minas Gerais, 11 de setembro de 2026.
Entidades signatárias
Federação dos Cafeicultores do Cerrado
CARMOCER – Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado da Região de Carmo do Paranaíba Ltda.
CARPEC – Cooperativa Agropecuária de Carmo do Paranaíba Ltda.
COOCACER – Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Araguari e Região
COOPADAP – Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba
EXPOCACER – Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado Ltda.
MonteCCer – Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo Ltda.
ACA – Associação dos Cafeicultores de Araguari
ACARPA – Associação dos Cafeicultores da Região de Patrocínio
AMOCA – Associação dos Cafeicultores da Região de Monte Carmelo
APPCER – Associação dos Pequenos Produtores do Cerrado
ASSOCAFÉ – Associação dos Cafeicultores da Região de Carmo do Paranaíba
ASSOGOTARDO – Associação de Apoio aos Produtores Rurais da Região de São Gotardo
GRE Café – Região de Araxá
Com informações de Regionalzao




