TRANSMISSÃO: Globo
A ampliação do Mundial para 48 seleções e o consequente aumento no número de figurinhas elevou os custos para colecionadores da Panini. A edição da Copa de 2026 terá cerca de 980 cromos — a maior já produzida pela empresa — e, por isso, o volume de páginas e o preço final da coleção aumentaram em diversos mercados.
Por que o álbum ficou mais caro
A principal causa do crescimento nos gastos é o aumento do total de figurinhas para aproximadamente 980 itens. Cada seleção passou a ter uma página maior, com cerca de 20 cromos por time (jogadores, escudo e foto oficial). Para acomodar essa expansão, os pacotes passaram a vir com sete figurinhas, em vez dos cinco anteriores. Outros fatores que influenciam o custo final incluem preço por pacote, disponibilidade de figurinhas avulsas, repetidos e a prática de trocas entre colecionadores.
Custos no Brasil
No Brasil, o álbum foi lançado em 1º de maio. O pacote com sete figurinhas custa R$ 7, e o álbum é vendido por R$ 24,90 (capa simples) ou R$ 74,90 (capa dura). No cenário teórico mais econômico — sem nenhuma repetição — completar a coleção custaria R$ 1.004,90 (R$ 980 em cromos mais o álbum simples). Entretanto, essa hipótese é pouco realista. Sem realizar trocas, a estimativa de gasto sobe para R$ 7.362,90. Participar de trocas em pontos de venda ou grupos online pode reduzir o valor gasto. A edição de 2026 está cerca de 51% mais cara em relação à Copa de 2022.
Na pré-venda, há restrição na compra de figurinhas avulsas: somente kits com 12 envelopes estavam disponíveis, o que pode elevar o custo inicial para quem busca controlar despesas.
Lançamento e listas das seleções
O álbum não foi disponibilizado simultaneamente em todos os países; alguns mercados tiveram acesso antes do Brasil, o que gerou “spoilers” sobre escalações. A página dedicada ao Brasil, por exemplo, chamou atenção ao não trazer Neymar inicialmente, embora o jogador tenha sido convocado depois, e também citar nomes que acabaram fora da lista, como Rodrygo e Estevão. Impressões de listas nem sempre acompanham alterações recentes nas convocações.
Jogadores presentes na página da seleção brasileira (segundo o álbum): Alisson, Bruno Guimarães, Luiz Henrique, Bento, Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Vinícius Júnior, Rodrygo, João Pedro, Matheus Cunha, Danilo, Wesley, Lucas Paquetá, Casemiro, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estevão.
Comparação internacional
Os preços variam muito entre países, mas a tendência é a mesma: a coleção maior tende a custar mais, especialmente onde pacotes e álbuns são mais caros.
- Reino Unido: álbum por £4 (cerca de R$ 29) e pacote por £1,25 (cerca de R$ 9). Estimativas indicam custo total que pode ultrapassar £2 mil (aproximadamente R$ 13 mil), dependendo de repetidas e trocas.
- Portugal: álbum por €2,50 (cerca de R$ 16) e pacote por €1,70 (cerca de R$ 11). Projeções anteriores apontaram que completar a coleção poderia superar €2.300 (cerca de R$ 15 mil) sem trocas intensas.
- México: álbum por 99 pesos mexicanos (cerca de R$ 29) e pacote por 25 pesos (cerca de R$ 7). Previsões colocam o custo entre 3.599 e 6.000 pesos (aproximadamente R$ 1.050 a R$ 1.750), conforme número de repetidas.
- Austrália: álbum em pré-venda por 16 dólares australianos (cerca de R$ 58) e envelope por AU$1,69 (cerca de R$ 6). Estimativas indicam gasto prático superior a A$500 (cerca de R$ 1.800).
- Japão: álbum vazio estimado entre ¥500 e ¥800 (cerca de R$ 18 a R$ 29) e pacotes entre ¥150 e ¥200 (cerca de R$ 5 a R$ 7). Projeções indicam gasto entre 50 mil e 80 mil ienes (cerca de R$ 1.700 a R$ 2.700) sem trocas intensivas.
- Espanha: álbum por €5 (cerca de R$ 32) e pacotes por cerca de €1 (aproximadamente R$ 6). O custo mínimo teórico sem repetidas seria cerca de €145 (aproximadamente R$ 930), mas o valor real tende a ser bem maior na prática.
Em todas as localidades avaliadas, completar o álbum da Copa de 2026 provavelmente será mais caro do que nas edições anteriores. Trocar figurinhas continua sendo a maneira mais eficaz de reduzir despesas e preservar a experiência coletiva que acompanha a coleção há décadas.
Com informações de G1




