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domingo, outubro 25, 2026

Roda de conversa na Câmara aborda autismo e desafios da maternidade atípica

Uma roda de conversa sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi realizada pela Escola do Legislativo Vereadora Virgínia Alcântara, em parceria com a vice-presidente da Câmara, Maria Cecília. O encontro ocorreu na tarde da última quarta-feira, 6, no plenário da Câmara Municipal, reunindo autoridades, profissionais de saúde, mães atípicas e representantes da comunidade para debater acolhimento, diagnóstico e políticas públicas voltadas às crianças com autismo.

O TEA, classificado como um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode afetar a comunicação, a linguagem, a interação social e o comportamento, foi apresentado pelos organizadores como tema central da atividade. Os participantes ressaltaram que, embora haja desafios, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para promover autonomia e qualidade de vida. Também foi lembrado que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma rede de apoio e serviços para pessoas com TEA.

Estiveram presentes as vereadoras Ana Lúcia e Maria Cecília; a secretária municipal de Saúde, Thereza Christina Griep; o psicólogo e neuropsicólogo da infância e adolescência Rafael Godói; o médico neuropediatra Nelson Donizete; além de familiares e demais membros da comunidade.

Durante a reunião, mães expuseram demandas, dividiram experiências pessoais e sugeriram medidas para ampliar o atendimento a crianças com autismo e fortalecer as políticas públicas existentes. Para garantir acessibilidade, o evento contou com intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O psicólogo Rafael Godói destacou a importância do acolhimento e da observação clínica para identificar o transtorno. Segundo ele, o autismo sempre esteve presente, mas apenas recentemente a sociedade e profissionais passaram a nomear e reconhecer seus sinais. Godói lembrou que não existe exame específico para diagnosticar o TEA; é necessária avaliação detalhada dos sintomas, que costumam ficar mais evidentes a partir dos 5 anos, e observou que a comunicação pode se manifestar por gestos e comportamentos mesmo em crianças não verbais.

A secretária municipal de Saúde, Thereza Christina Griep, relatou desafios vividos pelas famílias, falando também de sua experiência pessoal: seu filho tem 11 anos e quadro de autismo com nível 3 de suporte, e só apresentou fala aos 9 anos. Thereza informou dados da rede municipal: 320 crianças aguardam diagnóstico de TEA ou retorno, enquanto 220 pacientes já recebem tratamentos. Ela afirmou ser necessário avançar nas políticas públicas, ampliar a divulgação das ações e aprimorar os serviços já oferecidos.

O encontro serviu para reunir relatos, apontar necessidades do público afetado e encaminhar sugestões para aprimorar os serviços de saúde e inclusão destinados a crianças com transtorno do espectro autista.

Com informações de Gazetadotriangulo

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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