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sábado, outubro 10, 2026

Senado marca votação em primeiro turno da PEC que acaba com escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que altera a jornada e o descanso semanal dos trabalhadores. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (9), Alcolumbre informou que a inclusão do tema na pauta respeita o rito regimental e será conduzida com diálogo.

O que prevê a PEC

A PEC estabelece a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado por semana, substituindo o modelo de seis dias trabalhados por um dia de folga. A proposta reduz o limite da jornada semanal de 44 para 40 horas, mantendo a remuneração dos trabalhadores. O texto também prevê uma transição gradual para adoção das novas regras, com prazo de até 14 meses.

Entre os pontos previstos estão:

  • Obrigatoriedade de dois dias de descanso semanal remunerado;
  • Redução progressiva da jornada de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial;
  • Adaptação das empresas à escala 5×2 conforme cronograma de implementação;
  • Período de transição de até 14 meses, com tratamento diferenciado para terceirizados na administração pública.

Cronograma de implementação

O texto determina que, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão garantir a escala 5×2 e reduzir a jornada semanal para 42 horas. Depois disso, 12 meses após a primeira redução, o limite semanal deverá ser de 40 horas. O início desses prazos depende da promulgação da PEC caso ela seja aprovada e conclua sua tramitação legislativa.

Previsão para categorias específicas

A PEC prevê que trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem remuneração igual ou superior a R$ 21.188,87 poderão ter jornada definida por negociação direta, desde que mantida a escala 5×2. A proposta também prevê transição diferenciada para terceirizados na administração pública.

Tramitação e próximos passos

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos em maio de 2026 e segue em análise no Senado. No Senado, além da votação em primeiro turno prevista para quarta-feira (14), estão marcadas duas sessões de discussão, nos dias terça (13) e quarta (14), antes da votação.

Por se tratar de emenda constitucional, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos em cada Casa legislativa. No Senado, cada turno exige no mínimo 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores. Se os senadores alterarem o texto aprovado pela Câmara, a matéria retornará à Câmara para nova análise.

Após a aprovação na Câmara, o texto foi encaminhado ao Senado; em agosto, Alcolumbre enviou a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou a matéria no início de setembro. Embora aprovada na CCJ, a PEC não foi imediatamente levada ao Plenário; na ocasião, o presidente do Senado informou que a votação ocorreria após as eleições. A inclusão na pauta determina a retomada da análise em plenário e definirá os próximos passos da proposta.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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