O mês dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio termina nesta quarta-feira, 30 de setembro, mas a necessidade de manter o tema em pauta permanece. A proposta do Setembro Amarelo foi ampliar o diálogo, estimular a procura por ajuda e destacar sinais que podem passar despercebidos no dia a dia.
Atuação durante o mês
Ao longo de setembro, escolas, empresas, serviços de saúde e órgãos públicos promoveram palestras, rodas de conversa e outras atividades para colocar a saúde mental em evidência. Essas ações visam romper o isolamento sobre dificuldades emocionais e incentivar suporte social e profissional.
Por que a atenção deve continuar
O Ministério da Saúde alerta que sofrimento emocional e transtornos mentais não obedecem ao calendário. Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, alterações significativas na rotina e outras manifestações de sofrimento merecem atenção especial, especialmente quando ocorrem em conjunto. Segundo a pasta, não existe uma fórmula capaz de identificar com certeza uma crise suicida, por isso os sinais devem ser observados de forma integrada.
Como ajudar alguém em sofrimento
Uma medida preventiva importante é estar atento às mudanças de comportamento e abrir espaço para conversas sem julgamentos. Em vez de minimizar a queixa ou procurar soluções imediatas, a orientação é ouvir, levar a queixa a sério e incentivar o acesso a atendimento profissional. O Ministério da Saúde ressalta que quem pede ajuda tem o direito de ser ouvido, respeitado e encaminhado adequadamente.
Onde buscar atendimento
No Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reúne pontos de atendimento como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de urgência e emergência e hospitais. Pessoas em crise ou que identifiquem sofrimento em alguém próximo podem procurar UBS, CAPS, unidades de pronto-atendimento (UPA), pronto-socorro ou hospitais. Em caso de emergência, o SAMU deve ser acionado pelo número 192.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito 24 horas por dia, todos os dias, pelo telefone 188, com atendimento sigiloso. O serviço também disponibiliza atendimento por chat e e-mail para quem prefere outras formas de contato.
O encerramento do mês não precisa significar o fim das conversas: perguntar como a pessoa está, observar mudanças e encaminhar para ajuda são atitudes recomendadas em qualquer dia do ano.
Com informações de Paranaibamais




