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terça-feira, novembro 3, 2026

Startup brasileira desenvolve “cérebro” com IA para tornar robôs mais autônomos

Uma startup paulista está desenvolvendo um módulo com inteligência artificial que transforma robôs de tarefas simples em máquinas capazes de interpretar o ambiente e agir com maior autonomia. O projeto da BotBot foi apresentado ao público durante a São Paulo Innovation Week, realizada em maio na capital.

A BotBot, criada em janeiro de 2025 em São Paulo, batizou o equipamento de BotBrain. Segundo a chefe de projetos Danielle Santos, a proposta é superar a limitação de robôs que hoje apenas executam movimentos programados, adicionando capacidades de percepção e decisão que ampliam aplicações em rondas patrimoniais, inspeções de segurança e monitoramento de áreas de risco.

O dispositivo, descrito pela empresa como um “cérebro”, é um módulo roxo que pode ser acoplado a diferentes tipos de robôs — bípedes (humanoides), quadrúpedes (semelhantes a “cachorrinhos”) e plataformas com rodas. Quando a instalação física não é permitida pelo fabricante, a BotBot fornece apenas o software do BotBrain, que roda integrado ao sistema do robô.

O aparelho reúne câmeras, sensores e alto-falantes e trabalha em conjunto com um software para computadores. Pela plataforma, um operador pode monitorar, configurar e determinar ações para o robô. Danielle explica que o sistema opera por regras predefinidas: por exemplo, se um robô mapeou um corredor com cinco portas e está programado para checar o status a cada hora, ele pode enviar um alerta à central de segurança caso encontre uma porta aberta, conforme a configuração escolhida.

Além de rondas e detecção de portas abertas, a empresa aponta usos como verificação do uso de equipamentos de proteção individual (como capacete), identificação de vazamentos de gás e sinais iniciais de incêndio. A BotBot também informa que o BotBrain pode auxiliar em inspeções de infraestrutura, como ponte ou barragens, transmitindo dados coletados para análise humana.

O aluguel do sistema custa US$ 1 mil por mês (aproximadamente R$ 5 mil) e não inclui o robô, que continua sendo comercializado por outros fabricantes. Danielle ressalta que o preço atual reflete o estágio inicial da tecnologia, e que os clientes recebem atualizações conforme o produto evolui.

A iniciativa da BotBot se insere num movimento mais amplo: outras empresas já trabalham para tornar robôs mais inteligentes com IA. A Skild AI, fundada em 2023, desenvolveu soluções capazes de realizar tarefas domésticas simples em testes, segundo a Nvidia. Em janeiro deste ano, a Boston Dynamics anunciou parceria com o Google DeepMind para aprimorar a inteligência de robôs humanoides, com foco em aplicações industriais. Em fevereiro, Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, disse ao g1 que o mercado acompanha o avanço do chamado “Physical AI”, que integra IA a sistemas físicos.

A BotBot tem nove funcionários e mantém escritórios em São Paulo e em Portugal. A empresa busca aportes para expansão e afirma já ter despertado interesse de companhias estrangeiras.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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